O líder do Chega, André Ventura, questionou esta quarta-feira, durante a rentrée política do partido, acusou o Governo de ter “encomendado e manietado” o estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social, questionando o timing e as conclusões.
Segundo o dirigente partidário, o relatório foi concebido para “neutralizar” a proposta do Chega de reduzir a idade da reforma, que o partido vai apresentar para o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
“Isto é divulgado neste momento com objetivo político“, disse André Ventura, no discurso da rentrée do partido, que decorreu em Santarém. “Encomendaram e manietaram este estudo para dizer que afinal a Segurança Social não está com excedente, está com um défice“, acusou, considerando que o relatório servirá de pretexto para o Governo “começar a dizer” que é preciso “cortar as pensões” a curto prazo.
Ler maisAfinal, Segurança Social tem défice de 1,9 mil milhõesO líder partidário abordou também a questão da imigração, rejeitando a tese de que a entrada de imigrantes seja a principal responsável pelos saldos positivos do sistema. Para Ventura, o argumento foi utilizado durante anos para “enganar” a opinião pública, argumentando que, face a isso, quando propôs a redução da idade da reforma, o Governo inverteu o discurso para um “défice”.
Apesar das conclusões do estudo da Segurança Social, André Ventura reiterou que a redução da idade da reforma constará na proposta orçamental do Chega para 2027, garantindo que o partido não irá “vender as suas convicções”.
Durante o debate da reforma laboral na Assembleia, o Chega defendeu a descida da idade da reforma aos 65 anos ou após 40 anos de descontos, tendo declarado que o chumbo do pacote laboral derivou de um desacordo com o Governo nesta matéria.
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André Ventura procurou, mais uma vez, afastar a ideia que o Chega é um partido que se esgota no seu líder.
“O partido não é, nem pode ser André Ventura. O partido não pode ser o seu líder“, afirmou, considerando que não lhe caberá o papel de, caso o partido vença eleições, liderar pastas como as Finanças ou Habitação.
As declarações foram proferidas antes de destacar o papel do “Governo sombra”, assinalando que o partido “tem de ter homens e mulheres com vontade, curriculum e capacidade pessoal”.
“Podemos ser chamados a qualquer momento a fazer novamente uma escolha. Mais do que qualquer crescimento — os portugueses confiam no Chega e todas as eleições consecutivamente mostram isso –, queremos mostrar ao país isto: quando chegar o momento, se ele chegar, estamos preparados para governar”, garantiu.






