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Bill Gates deixa alerta sobre IA e apela a empregos “reservados para humanos”

Bill Gates deixa alertas sobre Inteligência Artificial, apelando à coordenação internacional para a monitorização desta tecnologia. Insta também a que certos empregos fiquem “reservados para humanos”.

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Até um dos nomes mais sonantes do setor tecnológico tem reservas quanto à Inteligência Artificial (IA). Num longo ensaio publicado no seu site pessoal, Bill Gates alerta que os líderes mundiais não estão a fazer o suficiente para dar resposta aos desafios trazidos por esta tecnologia e defende que determinados empregos deveriam ser “reservados para humanos” para proteger a força de trabalho.

“Podemos reservar funções para os humanos por razões económicas. Por exemplo, podemos fazê-lo, porque permitir que as máquinas assumam certos papéis levará ao desemprego de um grande número de pessoas, que não conseguem encontrar um posto de trabalho com facilidade“, sublinha o fundador da Microsoft.

“A decisão pode também ser motivada por outros fatores. Na Saúde, por exemplo, imagine um robô a dar notícias horríveis de que tem uma doença incurável. Não há nenhuma razão técnica para o robô não o fazer. Mas não devia”, continua Bill Gates.

Neste ensaio, o empresário avisa também que a Inteligência Artificial irá impactar “quase todas as áreas das políticas públicas” e exigir uma resposta dos Governos até mais musculada do que a que foi tomada, por exemplo, na sequência dos ataques terroristas do 11 de Setembro.

Aliás, Bill Gates avança que seria importante haver coordenação global na monitorização da IA. Segundo a agência Reuters, o fundador da Microsoft vai encontrar-se com o presidente da China, Xi Jinping, no final deste ano e deverá propor a este líder que se encetem esses esforços globais para mitigar os “riscos crescentes” trazidos pela IA. Ainda em 2026, Bill Gates deverá também encontrar-se com o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham.

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Comentários (1)

  • André Monedo

    Já existem… consultores (700000 euros, anuais), criadores digitais de conteúdos (90 milhões de euros anuais), negociadores em criptomodas (500000 milhões, de euros, anuais) e as profissões de professores, polícias, e construção civil (50000 euros anuais). 

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