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Reclamações de investidores sobem 9,4% e CMVM dá razão a mais de um terço dos queixosos

No primeiro semestre, a CMVM encurtou o tempo de resposta às queixas, resolvendo processos em cerca de 57 dias, num quadro em que 73% das reclamações visaram bancos e corretoras.

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  • O regulador do mercado de capitais registou um aumento significativo nas reclamações de investidores, totalizando 151 no primeiro semestre, um crescimento homólogo de 9,4%.
  • As instituições de crédito foram as mais visadas, representando 73% das queixas, com a execução de ordens e a negociação de ações a serem os principais focos de insatisfação dos investidores.
  • Apesar do aumento das reclamações, a CMVM conseguiu reduzir o tempo médio de resposta em quase 30% para 57 dias, evidenciando uma maior eficiência na resolução de processos.

Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) recebeu 151 reclamações de investidores no primeiro semestre de 2026, uma média próxima de 25 queixas por mês, e concluiu 175 processos, um salto de 47% face ao semestre anterior e de 34% em relação ao período homólogo.

O regulador do mercado de capitais divulgou esta terça-feira as estatísticas semestrais sobre reclamações de investidores, com o volume de queixas recebidas a crescer 9,4% face ao primeiro semestre de 2025 e 13,5% face ao segundo semestre do ano passado.

A CMVM revela que o “Livro de Reclamações manteve-se como o canal preferencial dos investidores para apresentarem reclamações, concentrando 62% do total” e com a grande maioria dos reclamantes a recorrer à versão eletrónica do Livro de reclamações.

  • Entre os principais visados das queixas dos investidores estão as instituições de crédito, “que representaram 73% do total, seguido das empresas de investimento com um peso de 14%”. Entre as instituições mais visadas está a Caixa Geral de Depósitos e a XTB, ao contabilizarem 17 e 16 reclamações admitidas, respetivamente.
  • No topo das reclamações permanece a execução de ordens e entre os instrumentos financeiros visados, as ações concentram a maior fatia das reclamações recebidas, um resultado que a CMVM associa à intensidade da negociação em bolsa ao longo do semestre. Estes dados mostram que os investidores mostram-se mais atentos à forma como as ordens de compra e venda de títulos são processadas pelos intermediários financeiros.

Dos 175 processos concluídos, 37% terminaram com a CMVM a dar razão ao reclamante e com a entidade financeira visada a satisfazer a pretensão apresentada. O número traduz uma fatia relevante de casos em que a intervenção do regulador resultou numa resposta favorável ao investidor por parte do banco, da corretora ou da sociedade gestora envolvida. Contudo, em 58% dos casos, “conclui-se que o reclamante não tinha razão”.

Os dados da CMVM revelam ainda que o aumento do número de processos não travou o regulador. A mediana do prazo de tratamento das reclamações concluídas caiu para 57 dias corridos, menos 23 dias do que no segundo semestre de 2025 e menos 22 dias do que no primeiro semestre do ano anterior.

O conjunto dos números publicados pela CMVM desenha o retrato de um mercado com mais investidores a recorrer ao mecanismo de reclamação e de um regulador a despachar processos num prazo mais curto do que em semestres anteriores.

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Comentários (02)

  • Fala Verdade

    Ainda por cima a caixa de depósitos, quem a viu e quem a vê, um caco, comparado com o que era, o zarolho a destrui-la a mamar à grande com os restantes alarves da boyada, a degradar serviços, a fechar agências atm, etc. pergunta-se para que serve, nem para o que estava destinado, banco público, já serve. Parece que só existe para dar tacho à boyada mediocre do sistema, ainda por cima associada à desgraça da fidelidade, do pior. Cuidado

  • Fala Verdade

    Investi dores da ruína…do que estevam à espera, na portugália abandalhada tudo funciona mal, Invistam mas é em pôr tudo debaixo do colchão é mais seguro e rentavel. e CMVMM que segundo noticiam recusa dar papelada solicitada ao tal Mistério público, isso não é crime de obstruçºao à justiça  emotivo para deter os tais administradores e fechar essa CMVM?

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