As reclamações relacionadas com Correio Expresso, Last Mile e entregas programadas aumentaram 97,8% no primeiro semestre de 2026, face ao período homólogo. Segundo a análise semestral do Portal da Queixa divulgada esta quinta-feira, a taxa de resolução destas reclamações caiu de 45% para 34%.
A evolução ocorre num contexto de crescimento moderado do número global de reclamações, que aumentou 1,61% nos primeiros seis meses do ano. A capacidade de resposta das empresas deteriorou-se, com a taxa global de resolução a cair de 45% para 34%, o que significa que apenas cerca de uma em cada três reclamações foi dada como resolvida.
A falha ou má qualidade do serviço manteve-se como principal motivo de queixa, passando de 14,95% para 16,94% do total. A falha na entrega foi o segundo motivo mais frequente, com 11,99%, enquanto as reclamações relacionadas com devoluções ou reembolsos não efetuados subiram de 3,91% para 4,53%. Também os casos de produtos danificados ou defeituosos aumentaram, de 4,15% para 4,6%.
Por setores, correio, transporte e logística concentrou a maior fatia das reclamações, com 11,76%, seguindo-se comunicações, TV e media (8,79%) e informática, tecnologia e som (6,96%). Entre as marcas, a Worten liderou com 3,29% das reclamações, à frente de Meo, Galp, Nos e CTT Expresso.
Apesar do crescimento global mais moderado, algumas categorias registaram aumentos expressivos. Eletricidade e gás cresceu 56,91%, automóveis, motas e bicicletas avançou 48,17% e mobiliário, decoração e eletrodomésticos aumentou 41,05%. Nas subcategorias, destaque para Utilidades para o Lar, com uma subida de 411,6%, impulsionada por casos de lojas falsas e burlas online.
Já entre as áreas com evolução negativa, serviços e Administração Pública registou uma quebra de 24,11% no número de reclamações, enquanto gastronomia, alimentação e bebidas recuou 14,81% e comunicações, TV e media caiu 13,10%. Na resolução, os Institutos Públicos registaram uma das maiores quedas, de 59% para 35,4%, enquanto sapatarias — lojas online e entregas ao domicílio apresentaram taxas inferiores a 25%.
