O Irão vai manter o estreito de Ormuz fechado enquanto os Estados Unidos não cumprirem os compromissos previstos no protocolo assinado em junho, anunciou esta terça-feira o chefe dos negociadores iranianos, Mohammad Bagher Ghalibaf.
O também presidente do parlamento iraniano citou “o levantamento do bloqueio naval [norte-americano], o desbloqueio dos ativos [iranianos] congelados, o levantamento do embargo petrolífero” e o fim das operações militares “em todas as frentes”.
Ler maisTrump ameaça bombardear Omã caso "atrapalhe" acordo em OrmuzO estreito de Ormuz “não será aberto enquanto os compromissos norte-americanos estipulados no protocolo de acordo (…) não forem concretizados”, afirmou, durante um discurso transmitido pela televisão de Estado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Teerão exige também o fim das hostilidades de Israel contra o Líbano, onde o exército israelita combate o grupo libanês extremista Hezbollah, aliado do Irão, mas Telavive tem conseguido manter os dois conflitos separados.
Apesar das exigências iranianas, Donald Trump tem reivindicado controlo total do Estreito. Desde a reposição do bloqueio naval aos portos e à costa iraniana, as forças norte-americanas travaram um total de 64 embarcações comerciais, inutilizaram três e abordaram outras duas, divulgou o Comando Central militar (Centcom).
Ler maisOrmuz: Teerão diz ter acordado com Omã rota seguraOs navios afetados estavam a caminho de portos iranianos ou a partir destes e foram alvo de ações por parte das forças norte-americanas, em operações destinadas a fazer cumprir o bloqueio reposto por Washington em meados de julho.
Teerão e Washington tentam desde junho pôr termo à guerra desencadeada pela ofensiva militar que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro. O Irão respondeu com o bloqueio do estreito e com ataques a bases e outros interesses norte-americanos na região, o que alastrou a guerra a grande parte do Médio Oriente.
Huthis atacaram uma refinaria da Aramco na Arábia Saudita
Os rebeldes iemenitas huthis anunciaram que atacaram esta terça-feira a refinaria da Aramco, na região de Jizán, no extremo sudoeste da Arábia Saudita e na fronteira com o Iémen, numa nova ação contra as instalações petrolíferas sauditas.
Ler maisUE condena os ataques Huthis contra Arábia Saudita e Iémen“Uma fonte militar confirmou que as Forças Armadas Iemenitas (rebeldes) foram atacadas por diversos drones na refinaria da Aramco, em Jizán”, informou a agência de notícias oficial Saba, controlada pelos insurgentes.
O informador, não identificado, explicou que o ataque à refinaria foi “em resposta à violação do espaço aéreo iemenita nas províncias de Saada e Hayah, e que o ataque foi preciso”. Até o momento, nem o Governo nem a Aramco se pronunciaram.
Há quatro dias que os rebeldes iemenitas estão a atacar uma instalação petrolífera saudita em Najran, no sudoeste da Arábia Saudita.
A escalada começou no final do mês passado, quando os guerrilheiros anunciaram um bloqueio marítimo contra a navegação no Mar Vermelho, embora a medida tenha sido uma resposta às restrições impostas nas áreas controladas pelos insurgentes iemenitas. A partir de então, os rebeldes lançaram ataques com mísseis e drones contra navios mercantes no Mar Vermelho e na Arábia Saudita, incluindo instalações petrolíferas.






