A União Europeia (UE) condenou esta sexta-feira a mais recente onda de ataques dos rebeldes Huthis contra alvos civis na Arábia Saudita e zonas governamentais do Iémen, que provocaram pelo menos dois mortos e 25 feridos.
“A União Europeia condena veementemente a mais recente vaga de ataques huthis, incluindo os ataques na região de Najra (sudoeste da Arábia Saudita) e na cidade de Marib (centro-norte do Iémen) contra infraestruturas civis, que provocaram vítimas mortais”, assinalou a porta-voz do Serviço de Ação Externa da UE, Anitta Hipper, num comunicado.
Ler maisIrão ameaça infraestruturas do Golfo se EUA atacarem“Expressamos plena solidariedade para com a Arábia Saudita e para com o Governo do Iémen e apresentamos as nossas condolências às famílias das vítimas. Atacar civis e infraestruturas civis é inaceitável e os ataques devem cessar imediatamente“, acrescentou.
Bruxelas pediu igualmente aos Huthis que “cessem imediatamente todos os ataques dentro e fora do Iémen”, ofensivas que “constituem uma perigosa escalada, minam ainda mais a estabilidade regional e põem em risco os esforços em curso para uma resolução pacífica do conflito”.
Pelo menos 11 civis ficaram feridos na quinta-feira num ataque dos rebeldes Huthis do Iémen contra a região de Najra, fronteiriça com território iemenita, segundo um comunicado das Forças da Coligação para o Apoio à Legitimidade no Iémen, liderada por Riade.
Além disso, já esta esta-sexta, pelo menos dois civis morreram e outros 14 ficaram feridos em ataques dos rebeldes xiitas Huthis contra bairros residenciais e campos de deslocados na cidade de Marib, um importante bastião do Governo internacionalmente reconhecido do Iémen, confirmou o ministro da Saúde iemenita, Qasim Buhaibeh, na rede social X.
Ler maisIrão e Omã acordam coordenadas da rota no Estreito de OrmuzA guerra no país foi reativada em meados de julho, quando o Exército regular iemenita bombardeou o aeroporto de Sana, a capital, controlada pelos Huthis, para impedir a aterragem de um avião iraniano.
No entanto, os Huthis atribuíram a ação à Arábia Saudita, que intervém no país desde 2015 à frente de uma coligação militar em apoio ao Governo internacionalmente reconhecido.
Desde então, os rebeldes lançaram ataques contra território saudita e chegaram mesmo a impor um bloqueio marítimo à monarquia árabe no Mar Vermelho, onde lançaram projéteis contra navios ligados a Riade, que, por sua vez, também bombardeou posições dos insurgentes no Iémen.
Os Huthis integram o chamado “eixo de resistência”, uma coligação liderada pelo Irão de que faz parte também o grupo extremista palestiniano Hamas, o movimento libanês do Hezbollah e milícias armadas xiitas iraquianas.






