O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, queixa-se de não ter sido envolvido no processo de escolha das chefias das Secretas, mas o Governo rejeita a necessidade de consensualização prévia. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta sexta-feira.
Emails da PJ põem em causa explicações de Luís Neves
Ler maisEmails da PJ põem em causa explicações de Luís NevesO alegado orçamento de 150 mil euros referido por Luís Neves para a destruição de um atrelado e respetivo material apreendido, que foram encontrados à guarda da Construbarcelos, abrangeria, afinal, bem mais do que o sugerido pelo ministro da Administração Interna na conferência de imprensa em que prestou esclarecimentos sobre o caso. E-mails trocados entre elementos da então direção da Polícia Judiciária (PJ), liderada por Luís Neves, mostram que os 150 mil euros referidos pelo governante visavam, na verdade, a destruição de todos os produtos e materiais armazenados em instalações da PJ no Seixal e em Tires, e não apenas do atrelado que acabou por ser deslocado para Barcelos. Consta ainda que Luís Neves está a usar fora de serviço um Volkswagen Golf GTD que pertence ao parque de veículos apreendidos da Judiciária.
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Governo afasta acordos de regime com PS nas escolhas para as Secretas
O líder do PS queixa-se de ter sido excluído das decisões sobre as chefias das Secretas. O Governo, por seu lado, rejeita qualquer anormalidade, afirmando que basta informar das decisões tomadas, sem necessidade de consenso prévio. Esta posição tem raízes em 2023, quando Luís Montenegro, ainda líder da oposição, declarou o fim da prática histórica de entendimento entre PS e PSD na escolha dos líderes das Secretas. O diferendo surge num momento em que os serviços de informações reclamam acesso a metadados, mas esta medida exige revisão constitucional, sendo que o PS condiciona a viabilização do Orçamento de Estado para 2027 (OE2027) a que não haja acordo entre PSD e Chega para essa revisão.
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Jorge Bravo desaconselha “bónus recorrentes nas pensões”
Ler maisGoverno admite dar bónus aos reformadosO economista Jorge Bravo, que liderou o grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social, desaconselha firmemente a atribuição de “bónus recorrentes nas pensões”. “Temos tido alguns episódios que o justificam: uma pandemia, uma crise de inflação, problemas de custo de vida. Agora, de forma recorrente, para fins eleitoralistas, não é a forma correta de gerir o sistema”, afirma, de forma taxativa, em entrevista ao Expresso. O especialista diz preferir “regras mais automáticas e transparentes possíveis, com o mínimo de intervenção discricionária”. Quanto ao relatório do grupo de trabalho, apresentado na terça-feira, diz que as propostas que faz de recalibragem do sistema da Segurança Social são, também elas, no plano dos princípios — “cada caso é um caso” e tudo “depende da parametrização”.
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REN dá ao país 15 milhões por ano em dividendos
Ler maisINE. Compra de 13,7% da REN sem impacto no saldo e na dívidaA reentrada do Estado português no capital da REN – Redes Energéticas Nacionais, através da aquisição de uma posição de 13,7% por 380 milhões de euros à Pontegadea, deverá render aos cofres públicos geridos pela Parpública cerca de 15 milhões de euros anuais em dividendos. Este valor fica apenas atrás do “cheque” da Galp Energia, que dá a maior remuneração acionista ao Estado entre as empresas cotadas na bolsa de Lisboa nas quais detém uma posição. No seu plano estratégico, “a REN atualiza a política de dividendos com o objetivo de aumentar os dividendos por ação em 2% por ano até 2027”. Esta revisão já se fez sentir este ano — com uma subida dessa dimensão para 0,16 euros — e deverá colocar o montante em 0,1632 euros no próximo ano.
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Trotinetas partilhadas são novo “patinho feio” da mobilidade
As trotinetes partilhadas enfrentam críticas urbanas crescentes. Prometiam uma mobilidade verde, mas geram problemas de segurança rodoviária, caos no espaço público devido ao estacionamento desordenado e um elevado rácio de vandalismo, transformando-se no novo “patinho feio” dos transportes urbanos nas cidades. Nos últimos meses, têm-se sucedido as notícias sobre municípios que decidiram rescindir contratos com os operadores de sistemas partilhados destes veículos, como Braga, Espinho e Vila Nova de Gaia. Em paralelo, anunciam-se petições lançadas com o mesmo objetivo, como as que agora decorrem em Lisboa e em Coimbra.
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