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Governo mantém calendário do 3.º ciclo. Aulas arrancam entre 11 e 15 de setembro

Calendário do ensino secundário foi alterado, mas Fernando Alexandre descarta fazer o mesmo com o do 3.º ciclo. Prazos para candidaturas ao ensino superior também não sofrem mudanças.

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O ministro da Educação explicou esta segunda-feira que o calendário do 3.º ciclo vai manter-se, apesar das dificuldades que têm sido registadas na classificação dos exames nacionais. Num debate parlamentar, Fernando Alexandre argumentou que fazer alterações a esse nível afetaria as famílias, daí que o Governo tenha decidido que as aulas desse ciclo vão mesmo arrancar entre 11 e 15 de setembro.

“Já tive oportunidade de anunciar que o calendário do ensino secundário vai ser adiado para 21 de setembro, por reconhecermos o esforço que foi exigido aos professores na classificação [dos exames]. Embora esse esforço tenha também afetado muitos professores do 3.º ciclo, o calendário do 3.º ciclo não será adiado, porque isso afetaria a situação das famílias, nomeadamente, com crianças do 7.º e 8.º ano”, adiantou o governante na Assembleia da República.

Ler maisMinistro diz que candidaturas ao superior já superam 2025

Ainda assim, Fernando Alexandre explicou que foi dada indicação ao Júri Nacional de Exames para, na época extraordinária de exames, não convocar os professores do 3.º ciclo para a avaliação dessas provas.

Aos deputados, o ministro da Educação indicou também que o calendário do ensino profissional não vai sofrer alterações e defendeu que não há necessidade de mudar os prazos de candidatura ao ensino superior.

Aliás, o ministro reiterou que “nenhum aluno será afetado no acesso ao ensino superior” pelos constrangimentos que têm sido verificados na classificação digital, garantindo, nomeadamente, que todos vão ter a nota da reapreciação a tempo de concorrer à primeira fase (que termina esta quinta-feira).

Tivemos mais de 20 mil pedidos de reapreciação. A esta hora, mais de 50% das reapreciações já estão concluídas.

Fernando Alexandre

Ministro da Educação

Fernando Alexandre detalhou que deram entrada mais de 20 mil pedidos de reapreciação, dos quais mais de metade já está concluída. “Temos 70% dos alunos que tiveram uma melhoria da nota. O que quer dizer que vão receber, de volta, os 25 euros”, adiantou o ministro, que garantiu que, para a “generalidade dos alunos, os exames foram recebidos em condições normais“.

O ministro notou ainda que, apesar das falhas na classificação, o número de candidaturas ao ensino superior já superou o registado no período homólogo e avançou que antecipa que o total ultrapasse “largamente” o valor registado em 2025.

Este ano, pela primeira vez, os exames nacionais foram avaliados de forma digital, tendo o processo registado várias falhas técnicas, nomeadamente folhas de continuação em falta, leitura de QRCodes que resultou na associação incorreta de folhas a provas, erros na parametrização com impacto no cálculo da classificação e mecanismos insuficientes de comunicação com os professores classificadores.

Estas falhas resultaram em provas sem notas ou com notas erradas, além de terem obrigado ao adiamento por alguns dias da divulgação das classificações e do arranque da 2.ª fase de exames nacionais.

Segundo avançou o Correio da Manhã esta segunda-feira, um encarregado de educação interpôs mesmo uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Viseu — que foi aceite –, já que pediu o acesso a uma prova, mas a escola não a tinha e o júri nacional de exames acedeu apenas a dois terços da prova digitada. O tribunal estipulou uma multa de 100 euros por cada dia que em que prova não esteja disponível.

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Comentários (2)

  • Fala Verdade

    …e para agravar invadido de forma insustentável, por todo o tipo de criaturas, desde o musseque, favela, a oligarcas e narcotraficantes que vomitam assim um milhão como quem dá um traque…sabe-se lá obtido como, de forma honesta não deve ser, chegam ali à esquina e que nem alarves compram uma caseca por 900 mil que nem 90 vale e niguém faz nada, nem se investiga, nada, nem se toma medidas para pôr ordem no "circo", nada. Se deixam sair atrelados apreendidos com produtos para fazer drogas e oferecem a "amigos" …do alheio, está tudo dito, nem na respública centro africana, qual "estado de direito" qual carapuça…é uma chafurdeira do pior, cheia de bandidos por todos os lados, não se recomenda…

  • Fala Verdade

    Mas qual governo? Um desgoverno de um estado falhado a colapsar capturado por máfias nacionais e internacionais, onde portugal já não é para os portugueses que perderam o Direito de ter acesso a uma simples casa, para isso quase só roubando, burlando, ou ir para a pulítica, tacho, etc., porque honestamente é quase impossível. Só isso revela o pardieiro em que se está, fora  a má qualidade de vida, do pior da Europa, onda criminosa, barulheira insuportável, especulação por todo o lado, está muito próximo de um sítio não recomendável do 3º mundo, ao contrario do que diz a propaganda enganosa da máfia instalada.

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