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Ministro garante que candidaturas ao ensino superior já superam 2025

Fernando Alexandre assegura que não vira costas aos “problemas complexos ou desafios exigentes” e afirma que estará disponível para o escrutínio “no fim do processo”.

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O ministro da Educação garantiu esta segunda-feira que o número de candidaturas ao ensino superior já está acima do verificado no mesmo período do ano passado, apesar das dificuldades que têm sido registadas na classificação dos exames. Num debate parlamentar, Fernando Alexandre frisou também que a maioria das provas da 2.ª fase já está classificada, num processo que está a decorrer “sem agitação”.

“As melhorias e correções introduzidas no processo de digitalização e classificação eletrónica dos exames nacionais estão a produzir efeitos, como demonstra a forma como tem decorrido a 2.ª fase: com normalidade e tranquilidade. Sem agitação, sem perturbação, sem ruído“, defendeu o governante, tendo anunciado que, ao início da tarde desta segunda-feira, “estavam já classificadas 97% das respostas das cerca de 90 mil provas realizadas na 2.ª fase“.

Num debate convocado especificamente sobre os constrangimentos sentidos na classificação eletrónica dos exames nacionais, o ministro acrescentou que essas melhorias também já se “verificam com as medidas para salvaguardar os direitos dos alunos no acesso ao ensino superior”, com o número de candidatos este ano a superar já superior o registado em 2025 em igual período.

Ainda assim, sobre a 1.ª fase dos exames nacionais, o ministro da Educação admitiu também que a generalização da digitalização e classificação eletrónica “não decorreu de forma esperada e desejada”, tendo gerado instabilidade no sistema educativo e ansiedade nos alunos e nas famílias, situação que Fernando Alexandre disse lamentar.

“Desde o primeiro momento, a nossa prioridade foi identificar os problemas, corrigi-los rapidamente e assegurar que nenhum aluno é prejudicado no seu percurso escolar ou no acesso ao ensino superior”, argumentou, realçando que, perante este cenário, foi também recuperada uma prática extinta há 15 anos: o pagamento dos professores classificadores.

“Esta medida visou reconhecer e valorizar o trabalho desenvolvido pelos professores classificadores e relatores, num ano particularmente exigente, marcado pela mudança. Já o mostrámos noutros momentos e voltamos a fazê-lo: com este Governo, os professores sabem que o seu trabalho é reconhecido e devidamente remunerado, como é justo que seja”, declarou o governante.

Numa intervenção de seis minutos, Fernando Alexandre assegurou ainda que não vira costas a “problemas complexos ou desafios exigentes” e estará disponível para o escrutínio, “no fim deste processo”. “A responsabilidade política traduz-se, antes de mais, na capacidade de enfrentar problemas, encontrar soluções, tomar decisões e, no final, prestar contas”, salientou o ministro da Educação.

Este ano, pela primeira vez, os exames nacionais foram avaliados de forma digital, tendo o processo registado várias falhas técnicas, nomeadamente folhas de continuação em falta, leitura de QRCodes que resultou na associação incorreta de folhas a provas, erros na parametrização com impacto no cálculo da classificação e mecanismos insuficientes de comunicação com os professores classificadores.

Estas falhas resultaram em provas sem notas ou com notas erradas, além de terem obrigado ao adiamento por alguns dias da divulgação das classificações e do arranque da 2.ª fase de exames nacionais.

Segundo avançou esta manhã o Correio da Manhã, um encarregado de educação interpôs mesmo uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Viseu — que foi aceite –, já que pediu o acesso a uma prova, mas a escola não a tinha e o júri nacional de exames acedeu apenas a dois terços da prova digitada. O tribunal estipulou uma multa de 100 euros por cada dia que em que prova não esteja disponível.

(Notícia atualizada pela última vez às 16h27)

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Comentários (3)

  • Fala Verdade

    Põe mas é essa malta a fazer algo de útil, pá, deixa de fantochadas! 50 mil que vão ficar atolados, a juantar aos 400 mil que lá vagueiam, depois "há falta de mao dobra" e é preciso deixar entrar à toa milhões dos palop-cplp e os problemas graves e estrutrais e insustentáveis que isso trás. Uma enorme farsa que mostra a gestão medíocre dos recursos humanos e dos ensinos que não são ajustados às necessidades…

  • Fala Verdade

    …nem sabem no que se vão meter, anos e anos queimados com cursuzecus da treta, má pedagogia, currículos só para dar tacho aos doCentes, sem saídas, anos e anos perdidos, taxas enormes de reprovações que advêm da má pedagogia, fortunas gastas, anos a mais consumidos para depois sairem para o desemprego e à custa dos papás. isso não dá nada pá, é um tremendo engano, mesmo nas tais "famosas", abram o olho. Vão mas é para atividades profissionais, eletricistas, tecnico de obra, canalizador, pintor, etc., dá muito mais, tem mais dignidade e é o que faz falta

  • Fala Verdade

    candidaturas de quem dos palop-cplp? Candidaturas ao engano, nem para caixas ou trolhas vão conseguir emprego, cursuzecos da treta, engana totós, a esmagadora maioria deles. Em vez de tirarem formações profissionais a sério, com saída, visto que há falta vão.se atolar nessas m…ai…ai

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