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Governador do BdP defende exemplos internacionais para complementar reformas

O governador do Banco de Portugal defendeu que se deve “deixar de ideologia” e ver o que os outros países estão a fazer no que diz respeito a mecanismos para complementar o sistema de pensões.

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O governador do Banco de Portugal (BdP) defendeu esta sexta-feira que se deve “deixar de ideologia” e ver o que os outros países estão a fazer no que diz respeito a mecanismos para complementar o sistema de pensões público.

À margem de um evento, em Bragança, e quando questionado sobre as conclusões do estudo do grupo de trabalho criado pelo Governo, que sugeriu a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática, Álvaro Santos Pereira considerou que é importante que o país saia do seu “retangulozinho” e veja “o que se está a passar noutros lados do mundo e noutros lados da Europa também”.

O governador recordou que nos anos 90, na Suécia e na Dinamarca, “houve uma grande reforma do sistema de pensões, de Segurança Social, para permitir que as pessoas tenham pensões melhores no final, quando acabam de trabalhar”.

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Estes países “apostaram em reforços de mecanismos de poupança das pessoas, para que as pessoas possam depois, independentemente do seu perfil de risco”, complementar o sistema de pensões público, com algo que possa aumentar as suas poupanças, disse ainda à margem da abertura na cidade de Bragança de um serviço de atendimento presencial itinerante do BdP.

Santos Pereira destacou ainda que países como a Alemanha também estão a pensar seguir estes exemplos e a debater uma “reforma de sistema de Segurança Social para permitir exatamente esta complementaridade a nível de pensões, para aumentar, reforçar as pensões das pessoas quando se reformam”.

Estamos cada vez a viver mais, o que é ótimo, mas também temos que financiar esse aumento da vida“, disse, pelo que “é importante, de uma vez por todas, deixarmos de ideologia e vermos o que é que os outros países estão a fazer e aprendemos as boas práticas e as melhores práticas internacionais”.

O grupo de trabalho criado para estudar a sustentabilidade da Segurança Social, cujo relatório foi apresentado na terça-feira, defendeu a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática, que permitem a renúncia. Segundo o coordenador do grupo, Jorge Bravo, esta medida seria importante “para complementar a pensão pública, não para a substituir”, defendeu na apresentação do relatório hoje, em Lisboa.

Em causa estão “veículos de poupança para a reforma, em que os trabalhadores elegíveis são inscritos por defeito, aquando da celebração de um contrato de trabalho, ou para os que já existem, é feita a inscrição automática, sendo elegíveis para o sistema, mantendo estes, contudo, sempre a opção de, não querendo participar, exercer uma cláusula de renúncia”.

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Comentários (4)

  • André Monedo

    O problema é que, há exemplos para todos os lados… Holanda seguiu, o nosso, de 2007, que foi adoptado em 2012. França vai descer 33%, nas reformas, acima de 3000 euros, para quem já tem e 40%, para quem venha a receber. Alemanha já cortou 22% e avaliam cortes de 50%, até 2035. Itália começou por reduzir, a idade da reforma para 62 anos, agora, já definiram 67 anos, para 2030. Mesmo assim, o nosso sistema, está a funcionar, melhor, que os europeus. Mesmo a Finlândia precisou de 90000 milhões, emprestados, em 2 anos, para cobrir o deficit. Comparem com o nosso, com 4000 milhões. É verdade que as pensões, futuras, serão inferiores, ás actuais. É aí que o relatório misturou tudo e quer dar 900000 milhões, a seguradoras, bancos e financeiras, para criarem PPR adicionais, pois não há 1 PPR que dê, acima de, 0,016%, ao ano, de juros. 96,9% dos PPR, estão a perder dinheiro, quando forem levantados e podem perder 33%, se forem levantados, na totalidade. 

  • Fala Verdade

    Não te preocupes pá e nem fiques frustrada,  atua pensão milionária tá garantida tal como a dos outros f…do sistema podre instalado, degovernantes, boydada…a do povo é que não, vão ter um balde de m, depois revoltam-se e levam a pandilha que os desgraça para a praça do campo pequeno..

    1 resposta
  • Fala Verdade

    Outra anta inutil tacheira do sistema podre instalado, deve  emm quando abre a matraca para balbuciar uma palermices praa  tenter justificar a muita massa que recebe. Quais exemplos pá na portugália desgovernada por máfias…tás mesmo maluco, até a máfia da calábria está envergohada com o que se passa na portugália desgovernada a colapsar, nem esses gajos tinham coragem para tanto descaramento e impunidade. A imagem lá fora da portugália deve ser dos piores pardieiros do mundo, corrupto, bandos nos poleiros a ervirem-se à bruta, o povo manso a ser enrbado à bruta…

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Respostas a Fala Verdade

  • André Monedo

    Pagar 670000 milhões, ao André Ventura, com IVA, taxa única, de 35%, mais IMI de 5% e isenções de 800000 milhões, para empresários, poderem receber 6000 milhões, de salários anuais, sem pagarem IRS, nem segurança social, é que é a solução? 

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