Depois de notícias darem conta de que a Rússia tinha capturado um drone da Tekever e estaria a analisar a tecnologia da fabricante de drones nacional, a empresa reagiu: “O que distingue a Tekever não é o estado da tecnologia num dado momento, mas a velocidade a que a fazemos evoluir.”
Na segunda-feira as forças russas destruíram “um raro drone de reconhecimento português”, da Tekever, que fornece estes aparelhos à Ucrânia, disse um responsável militar à agência de notícias russa oficial, Tass. A empresa acaba de reagir.
“A Tekever não comenta missões específicas dos seus clientes, nem confirma informação operacional divulgada por fontes de terceiros”, começa por dizer fonte oficial da empresa em nota de imprensa. “Em termos gerais: os nossos sistemas operam no ambiente mais contestado do mundo, em teatros com guerra eletrónica intensa e defesa aérea densa. O risco é inerente à natureza crítica destas missões, e é assim que desenhamos os nossos sistemas — assumindo que operam sob ameaça permanente. A proteção de informação crítica é, por isso, um requisito de desenho, implementado em múltiplas camadas do sistema“, continua.
Ler maisMoscovo diz ter abatido "raro drone" português da TekeverDe acordo com a informação divulgada pelas forças russas, o aparelho Tekever AR3 foi intercetado na região fronteiriça de Briansk pelo batalhão anti-drones e “transferido para um instituto de investigação, onde especialistas irão estudar o seu design, especificações técnicas e soluções de engenharia”.
“O que distingue a Tekever não é o estado da tecnologia num dado momento, mas a velocidade a que a fazemos evoluir. Os nossos sistemas são atualizados de forma contínua, em ciclos de semanas, em função dos requisitos de missão e da evolução do contexto operacional”, diz fonte oficial da companhia.
“A análise detalhada de um sistema Tekever hoje não é um bom indicador das suas capacidades amanhã — é uma fotografia de uma configuração num rápido ciclo de desenvolvimento contínuo”, continua ainda.
Ler maisEstónia quer comprar drones da Tekever“A capacidade da Europa para se defender depende de tecnologia europeia, desenvolvida, produzida e controlada na Europa. É essa a capacidade soberana que a Tekever está a construir, ao serviço da Ucrânia e dos seus parceiros europeus”, conclui.
A fabricante de drones nacional tem vindo desde a invasão russa da Ucrânia a voar drones de reconhecimento e vigilância no país, com o Reino Unido a enviar vários equipamentos da empresa para a região. Hoje já tem um hub na Ucrânia.






