Até 9 de agosto, embalagens com e sem o símbolo Volta conviviam nas prateleiras. Mas este período de transição termina esta segunda-feira, passando a ser obrigatório que todas as embalagens que “cabem no sistema” — garrafas e latas de alumínio, metal ou plástico de até três litros — estejam marcadas com o símbolo Volta e, portanto, sujeitas ao depósito e reembolso.
Em jeito de balanço, em resposta ao ECO/Capital Verde, “a SDR Portugal confirma que os cidadãos já devolveram mais de 150 milhões de embalagens” no período que se estendeu desde abril até aos primeiros dias de agosto. Foi a 21 de julho que o sistema registou o marco dos 100 milhões de embalagens recolhidos, quase duplicando a marca dos 55,5 milhões correspondentes ao dia 6 do mesmo mês. Entre 10 de abril e 10 de junho tinham sido devolvidas apenas pouco mais de 10 milhões de embalagens de bebidas de uso único.
Quanto aos pontos de recolha, houve uma evolução positiva no que diz respeito aos pontos Volta automáticos, ou seja, as máquinas disponíveis nos supermercados. O sistema arrancou com 2.500 destes pontos registados e já disponibiliza mais de 3.000 em todo o território, “um número superior ao inicialmente previsto“, frisa a associação sem fins lucrativos.
Contudo, uma outra vertente da recolha, os chamados quiosques Volta, está muito aquém do objetivo. Estes pontos de recolhas são ideais para responder às necessidades de zonas urbanas de maior afluência e com maior concentração de estabelecimentos do setor da hotelaria, restauração e cafés (HoReCa), pois permitem a devolução de elevados volumes de embalagens de uma só vez. No total, o previsto é que a rede irá contemplar 50 quiosques, distribuídos por 38 municípios. Porém, atualmente apenas se encontram em funcionamento cinco quiosques Volta.
Os quiosques já operacionais estão localizados em Albufeira, Barcelos, Vila Nova de Famalicão, Funchal e Ponta Delgada. Os restantes “serão implementados de forma progressiva, em locais públicos e em estreita articulação com os municípios”, indica a SDR Portugal, dona da Volta.
A entidade responsável pelo sistema indica que os estabelecimentos do setor HoReCa dispõem de três soluções para encaminhar as embalagens para o sistema: estes quiosques, as máquinas no supermercado (com a desvantagem de só poderem colocar as embalagens uma a uma) e através do serviço de levantamento direto.
Os estabelecimentos que pretendam beneficiar desta última opção devem registar-se como Aderentes de Recolha Volta e celebrar um acordo com a SDR Portugal, explica a associação. Nestas situações, e de acordo com as condições aplicáveis ao serviço, a Volta assegura a recolha de embalagens diretamente no estabelecimento,” tornando o processo mais cómodo”, conclui.
De acordo com a SDR Portugal, esta informação encontra-se disponível no seu website oficial, na área dedicada ao setor HoReCa, e a entidade permanece disponível para prestar esclarecimentos e apoiar os estabelecimentos no processo de registo, através do endereço eletrónico e da linha de apoio telefónico.






