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Volkswagen: “Estamos a rever tudo, mas plano atual é produzir ID.Every1 na Autoeuropa”

Fabricante alemã diz que o planeamento se mantém, apesar da reestruturação que abrange 100 mil trabalhadores. O ECO sabe que a fábrica em Palmela não está na lista de risco.

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O grupo Volkswagen, que vai reduzir cerca de 100 mil postos de trabalho em todo o mundo, pretende manter o plano atual de construir o modelo elétrico da marca na Autoeuropa, em Palmela, apesar do processo de reestruturação global.

A multinacional encontra-se a percorrer algumas fábricas europeias para defender a necessidade dos cortes para a viabilidade do negócio. “Mas, de acordo com o plano atual, a versão de produção do ID. EVERY1 deverá ser fabricada na Volkswagen Autoeuropa no futuro, juntamente com o T-Roc”, informou a fabricante de automóveis alemã, em resposta enviada ao ECO.

Apesar de não especificar quais serão as implicações da reforma em cada unidade fabril, nomeadamente a nível de postos de trabalho, a Volkswagen confirma oficialmente que o objetivo é manter as operações portuguesas tais como estão.

O ECO sabe ainda que, dentro do grupo Volkswagen, a fábrica de Palmela é considerada um modelo de eficiência com custos de produção competitivos, o que faz com que não haja, neste momento, motivos para preocupação por parte dos mais de 4.000 trabalhadores.

“Estamos a rever tudo, incluindo as nossas fábricas e as suas estruturas de custos. Não nos podemos manter competitivos no mercado global com fábricas subutilizadas. É por isso que precisamos de reduzir ainda mais a capacidade – globalmente, em cerca de um milhão de veículos por ano, incluindo aproximadamente 500 mil na Europa – para criar as condições para uma produção eficiente”, explica ainda a empresa com sede em Wolfsburg.

Os esclarecimentos surgem no primeiro dia do périplo às unidades de produção. Os executivos do grupo Volkswagen vão ter a primeira reunião com trabalhadores esta terça-feira, na cidade de Wolfsburg, onde se localiza a sede.

O número de despedimentos previstos pelo grupo germânico veio a público no passado mês de junho, pela revista Manager Magazin, e foi entretanto confirmado pelo CEO, que justificou a reestruturação com a necessidade de “reduzir ainda mais os custos, tendo calculado uma desvantagem de custos de 20% em relação a empresas comparáveis”, de acordo com um memorando de julho citado pela agência Reuters. No entanto, os planos já faziam parte dos novos objetivos definidos para 2030, que foram discutidos pela comissão executiva da empresa.

As fábricas que poderão ser encerradas a médio prazo são três da marca Volkswagen — em Hannover, Zwickau e Emden — e a fábrica da Audi em Neckarsulm.

Por detrás desta decisão estão quedas consecutivas nos lucros. Na primeira metade do ano, a Volkswagen lucrou menos 30,7%, atingindo os 3.103 milhões de euros. Já no primeiro trimestre deste ano os resultados financeiros do grupo haviam revelaram uma descida de 29% no lucro líquido, para 1,56 mil milhões de euros, depois de o lucro anual também ter caído, quase para metade, no final de 2025.

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