Três das cinco licenciaturas duplas lançadas pela Universidade do Minho viram as suas vagas completamente preenchidas, na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, de acordo com os dados consultados pelo ECO. Estes são os primeiros cursos dois em um disponíveis no ensino superior público em Portugal, sendo que, no privado, já havia opções desta natureza há uma década.
De acordo com os dados divulgados pela tutela, havia 20 vagas para a licenciatura em Economia e Gestão, dez para Economia e Negócios Estrangeiros e dez para Gestão e Negócios Estrangeiros. Nos três casos, a ocupação é de 100%, tendo a nota do último colocado sido de 17,98 valores, 17,1 valores e 18,23 valores, respetivamente. Não sobram, portanto, vagas nestes cursos dois em um para a segunda fase.
Ler maisPortugal antevê “luta muito dura” mas confia numa proposta melhor no próximo quadro comunitárioJá para a licenciatura em Matemática e Física, estavam disponíveis dez lugares, das quais quatro estão agora preenchidos, nesta primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. A nota do último colocado foi 16,4 valores. Neste caso, sobram, portanto, seis vagas para a segunda fase, que arrancará já esta segunda-feira.
No caso da licenciatura em Física e Química, a Universidade do Minho abriu dez lugares e nenhum foi preenchido nesta primeira fase. As dez vagas transitam para a segunda fase do concurso de acesso às universidades e politécnicos.
Conforme explicou a vice-reitor para a Educação da Universidade do Minho ao ECO, Cristina Dias, os estudantes que integrem estas licenciaturas inovadores no ensino público nacional serão “encaixados” nas turmas das licenciaturas tradicionais, tendo sido feito um esforço no desenho dos planos de estudo para compatibilizar os horários e avaliações, bem como evitar redundâncias.
Ao contrário das licenciaturas comuns, estes novos cursos duram entre quatro (no caso das três combinações cujas vagas estão esgotadas) a cinco anos, reconhecendo a vice-reitora mencionada que esta é uma “variante mais exigente“, mas que pode abrir mais portas no mercado de trabalho.
Ler maisIndeciso? Pela primeira vez, há cursos dois em um no públicoNo final, cada estudante vai obter dois diplomas de licenciatura reconhecidos a nível nacional e europeu, à semelhança do que já é possível no ensino superior privado em Portugal ou, por exemplo, no ensino superior público espanhol.
No total, ficaram colocados, nesta primeira fase, quase 50 mil alunos no ensino superior público português, o que representa uma subida de 13,9% face ao ano passado.
Esse aumento é explicado pela reversão das alterações que tinham sido feitas às regras de acesso, isto é, voltou a ser possível aceder ao ensino superior apenas com um exame nacional. “Dos 1.519 pares instituição/curso que podiam fixar elencos com apenas uma única prova de ingresso, 1.330, correspondentes a 88%, decidiram fixar pelo menos um elenco com uma única prova de ingresso“, adiantou a tutela.
Assim, apesar das dificuldades na avaliação dos exames nacionais, o número de candidaturas ao ensino superior disparou no arranque do ano e o número de colocados recuperou face ao último ano.
Ler maisGrupo de trabalho para rever Lei das Finanças Locais já está criadoOs estudantes colocados têm até 27 de agosto para realizar a sua matrícula e inscrição na instituição de ensino superior em que ingressaram.
Já a segunda fase do concurso decorrerá entre 24 de agosto e 20 de setembro. Estarão disponíveis 6.639 vagas, menos 42,3% do que no ano anterior. Neste caso, a divulgação dos resultados está prevista para 30 de setembro.






