Cerca de 10% das casas colocadas à venda em Portugal no segundo trimestre saíram do mercado em menos de sete dias, revela uma análise do Idealista divulgada esta quinta-feira.
Os dados mostram ainda que 18% dos imóveis foram vendidos entre uma semana e um mês, 31% entre um e três meses, 35% entre três meses e um ano, e apenas 6% permaneceram anunciados por mais de 12 meses.
Entre as capitais de distrito, Aveiro, Coimbra e Porto lideram as “vendas relâmpago”, com 11% das casas escoadas em menos de sete dias, seguidas por Braga (10%), Funchal (9%) e por Beja, Faro, Leiria e Viana do Castelo (8% cada).
Ler maisImobiliárias batem recordes com menos casas vendidasNo extremo oposto, Castelo Branco é a capital de distrito onde o mercado mais “arrasta”, com apenas 3% das vendas concretizadas nesse curto espaço de tempo e 44% dos imóveis a demorarem entre três meses e um ano a encontrar comprador.
Na análise por distritos e ilhas, é a Madeira que empata com o Porto no topo da tabela, com 15% das casas vendidas em menos de uma semana em ambos os territórios. Seguem-se Aveiro (12%), Coimbra (11%) e o trio Braga, Santarém e Viseu (10% cada), enquanto Guarda surge como o território mais lento, com apenas 3% de vendas rápidas e 44% dos imóveis a precisarem de três meses a um ano para serem colocados.
Lisboa, apesar de concentrar grande parte da procura, não figura entre os mercados mais dinâmicos: apenas 5% das casas na capital são vendidas em menos de sete dias, e 40% demoram entre três meses e um ano a sair do mercado — um sinal de que, mesmo com preços elevados, a absorção da oferta na região é mais lenta do que noutras zonas do país.






