O setor do turismo manteve a tendência de crescimento no segundo trimestre do ano. Segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo INE, o setor do alojamento turístico registou 9,4 milhões de hóspedes e 23,3 milhões de dormidas, entre abril e junho, o que representa um aumento homólogo de 2,3% e de 1,2%, respetivamente. Apesar dos mercados externos representarem perto de 72% das dormidas, a procura de residentes acelerou pela primeira vez num ano.
Os proveitos totais atingiram 2,1 mil milhões de euros e os de aposento totalizaram 1,6 mil milhões de euros, o que representa aumentos homólogos de 5,2% e 4,5%, respetivamente, ligeiramente abaixo dos aumentos de 5,9% e 5,3% registados no trimestre anterior.

Por segmentos, a hotelaria e o turismo no espaço rural e de habitação registaram crescimentos, enquanto o alojamento local, que pesa 14,5% do total, apresentou uma diminuição homóloga de 1,2%. No caso da hotelaria, que vale 81,5% do total, houve um aumento de 1,6%. O turismo no espaço rural e de habitação (4% do total) verificou um crescimento homólogo de 3,2%.
Os mercados externos mantiveram o seu domínio, representando 71,9% do total de dormidas, com 16,7 milhões, um ligeiro crescimento homólogo de 0,5%. No entanto, foram os residentes que mostraram uma evolução mais positiva, com as dormidas a aumentaram 3,2% para 6,5 milhões, acelerando o crescimento pela primeira vez desde o 2.º trimestre do ano anterior.
O total, o aumento das dormidas no trimestre (+279,4 mil) foi sustentado por ambos os mercados, embora maioritariamente pelo mercado interno, que contribuiu com 72,1% deste crescimento, correspondente a mais 201,5 mil dormidas. Os não residentes contribuíram com os restantes 27,9%, ou seja, mais 77,8 mil dormidas.
“O total, o aumento das dormidas no trimestre (+279,4 mil) foi sustentado por ambos os mercados, embora maioritariamente pelo mercado interno, que contribuiu com 72,1% deste crescimento, correspondente a mais 201,5 mil dormidas. Os não residentes contribuíram com os restantes 27,9%, ou seja, mais 77,8 mil dormidas”, explica o INE.
Ainda segundo o instituto, a taxa de crescimento das dormidas de residentes voltou a superar a dos não residentes, após esta relação se ter invertido no primeiro trimestre do ano, interrompendo uma sequência de cinco trimestres consecutivos em que o crescimento
das dormidas de residentes tinha sido superior.
Canadá volta a liderar crescimento
O mercado britânico manteve-se, no segundo trimestre, como o principal mercado emissor, representando 19,3% do total das dormidas de não residentes e registando um ligeiro crescimento de 0,3% face ao período homólogo.
O mercado alemão manteve a segunda posição, com uma quota de 11,5% e um crescimento de 2,5%. Seguiu-se o mercado norte-americano, com uma quota de 10,9% e um aumento de 4,9%.
Entre os 10 principais mercados emissores, o maior aumento continuou a registar-se no mercado canadiano (+7,2%), contrariando o travão homólogo de 7,2% protagonizado pelo mercado francês, que manteve a trajetória de queda registada desde o 3.º trimestre de 2024.
Grande Lisboa, Madeira e Algarve mais dependentes do estrangeiro
A dependência dos mercados externos, medida pela proporção de dormidas de não
residentes, foi mais elevada na Grande Lisboa (82,5% do total), seguida da Região Autónoma da Madeira (82,1%) e do Algarve (81,6%).
Espanha foi o principal mercado externo no 2.º trimestre de 2026 em quatro regiões: Centro (23,5% das dormidas de não residentes na região), Este e Vale do Tejo (22,6%), Alentejo (15,1%) e Península de Setúbal (13,3%).
Já os Estados Unidos foram o principal mercado externo na RA Açores (20,6%), na Grande Lisboa (19,3%) e no Norte (14,3%). O Reino Unido predominou no Algarve (38,8%), enquanto a Alemanha foi o principal mercado externo na RA Madeira (24,2%).
No Algarve, o Reino Unido (31,7% do total), Irlanda (10,2% do total) e Alemanha (8,7% do total) concentraram mais de metade do total de dormidas na região.
Em sentido oposto, o Centro e o Alentejo apresentaram a menor dependência dos mercados externos (32,6% e 34,6%, respetivamente).
Algarve foi a região com maior concentração de dormidas no 2.º trimestre de 2026 (27,2% do total), seguido da Grande Lisboa (23,4%) e do Norte (18,5%).
“As dormidas de residentes concentraram-se, sobretudo, no Norte (22,6% do total), enquanto as de não residentes ocorreram, principalmente, no Algarve (30,9% do total)”, detalha o INE.
(Notícia atualizada às 11h49)






