Publicidade
970×250

Televisão pública da Hungria retoma noticiários após 44 dias de suspensão

A estação de televisão M1 tinha sido obrigada a suspender a informação a 7 de julho, no âmbito da reforma do sistema dos meios de comunicação públicos promovida pelo governo de Peter Magyar.

Partilhar

A principal televisão pública húngara M1 transmitiu esta quinta-feira o primeiro noticiário desde julho, pondo fim a uma suspensão decidida pelo governo de Peter Magyar, que prometeu a restaurar a independência dos meios de comunicação públicos.

O controlo da imprensa constituía um pilar essencial do governo do antecessor de Magyar, o nacionalista Viktor Orbán, que, durante os 16 anos que esteve no poder, transformou este país da Europa Central numa “democracia iliberal”, antes de ser afastado nas eleições de abril. A reforma do sistema dos meios de comunicação públicos figurava entre os principais compromissos de campanha de Magyar, um conservador pró-europeu que prometeu operar uma “mudança de regime” na Hungria.

A estação de televisão M1 tinha suspendido todos os programas de informação a 7 de julho, quando as reformas foram lançadas, retomando os noticiários às 06h00 (05h00 em Lisboa), feriado na Hungria. O noticiário começou com uma reportagem dedicada à posse, na véspera, do novo Presidente húngaro, Andras Baka, crítico de Viktor Orban e antigo juiz do Supremo Tribunal.

O site de notícias independente Telex considerou que o noticiário de 25 minutos apresentava uma cobertura equilibrada, incluindo, nomeadamente, vozes da oposição e críticas ao governo, uma situação inédita durante os anos de Orban. Os jornalistas da estação pública já tinham relatado anteriormente as dificuldades que enfrentavam para exercer a profissão sob o governo de Orban, bem como os esforços necessários para restaurar a confiança do público.

O grupo público de comunicação social Kozmedia, anteriormente denominado MTVA e que agrupa vários canais de televisão, incluindo o M1, estações de rádio e a agência de notícias húngara MTI, indicou, nas redes sociais, que nenhuma das pessoas que anteriormente trabalhava nos noticiários participou na edição desta quinta-feira.

O atual período de transição na estação pública é supervisionado por uma direção interina nomeada pelo governo, que lançou auditorias internas e um processo de reestruturação, devendo um novo diretor-geral ser selecionado no âmbito de um concurso público a realizar até ao final de outubro, e terá como missão implementar as recomendações resultantes das consultas profissionais e públicas atualmente em curso.

Partilhar

Comentários (0)

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião

Precisa fazer login para poder comentar. Entrar

Publicidade
728×90

Receba o melhor do ECO na sua caixa de entrada

15 newsletters sobre economia, mercados, IA, direito e muito mais.