O primeiro-ministro disse esta terça-feira que o aumento da dívida pública registado no segundo trimestre “não tem rigorosamente importância nenhuma”, porque não vai influenciar a melhoria das contas públicas até ao final do ano.
“Ainda ontem saíram os números da dívida pública. Não nos assustemos. Digo isto com toda a tranquilidade: não tem rigorosamente importância nenhuma na trajetória de diminuição da nossa dívida pública face ao nosso PIB. Quando chegarmos ao fim do ano, voltaremos, nesse domínio, no crescimento da economia e no saldo orçamental, a surpreender-vos”, afirmou Luís Montenegro, na cerimónia de inauguração da Unidade de Saúde Familiar modelo C (USF C) de São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras.
O chefe do Governo explicou que o primeiro centro de saúde de gestão privada em Portugal se localiza num edifício que foi reabilitado, em 2025, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo apenas um exemplo das mais de 100 obras realizadas em unidades de cuidado de saúde primários, mantendo as finanças “saudáveis”.
Ler maisQuem é a Knok, que gere o primeiro centro de saúde privado?“Foram 192 intervenções que fizemos nas unidades de cuidados de saúde primários. É um esforço brutal, numa altura onde os desafios são mais do que muitos, onde tivemos de recuperar anos de investimentos públicos que ficaram na gaveta à espera de melhores dias”, começou por dizer Luís Montenegro, na intervenção de abertura do centro de saúde financiado pelo Estado e gerido pela empresa de healthtech Knok.
“É preciso ter os pés bem assentes na terra e ter o Estado português como fiável do ponto de vista económico e financeiro. É com finanças públicas saudáveis que conseguimos desbloquear investimentos“, sublinhou Luís Montenegro.
A dívida pública portuguesa, na ótica de Maastricht, aumentou para 92,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, o que corresponde a uma subida de 1,9 pontos percentuais face ao período entre janeiro e março, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal. Em termos nominais, a dívida pública aumentou 5,2 mil milhões de euros, para 293,9 mil milhões de euros.
O Governo prevê fechar o ano com um rácio da dívida pública de 87,5%, abaixo dos 89,7% registados em 2025. Apesar do aumento verificado desde o arranque do ano, a expectativa é que a dívida volte a reduzir-se.






