Pelo menos 111 pessoas morreram esta segunda-feira na sequência de um sismo de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia, provocando estragos em, pelo menos, sete aeroportos e destruiu parcial ou totalmente habitações, levando o recém-empossado presidente colombiano a convocar uma reunião de crise. A portuguesa Jerónimo Martins tem cerca de 200 supermercados Ara encerrados na Colômbia, essencialmente devido à falta de energia na sequência do sismo.
O sismo atingiu a região oeste do país pelas 07h34 locais (13h34 em Lisboa), com epicentro na localidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, situado na costa do Pacífico, segundo dados iniciais divulgados pelos autarcas das cidades Pereira, Manizales e Buenaventura, noticia o El País.
De acordo com o balanço divulgado pelo presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, o número de vítimas mortais subiu para 111, avança a Reuters. O líder acrescentou que 87 pessoas ficaram feridas e dezenas de edifícios desabaram.
Abelardo de la Espriella informou ainda que 1.575 casas foram danificadas e 61 prédios desabaram completamente, avança o El País.
O Governo do departamento de Valle del Cauca confirmou 27 mortos, excluindo a cidade de Cali, enquanto o departamento de Chocó registou quatro vítimas mortais. Já o presidente da câmara de Pereira reportou 18 mortos no município, aos quais se somam três vítimas confirmadas pelo autarca de Manizales, refere o El País.
“Em El Cairo, cerca de 80% do município apresenta danos. Em El Águila, foi reportado o colapso do hospital. Em Zarzal, há numerosos feridos e o hospital encontra-se sobrelotado. Em Cartago, também foi necessário evacuar doentes do hospital”, adiantou a governadora Dilian Francisca Toro fazendo o balanço dos danos, citada pelo El País.
Em Cali, a terceira maior cidade colombiana, cerca de 30 estruturas colapsaram com pessoas no interior, levando o presidente da câmara, Alejandro Eder, a solicitar reforços de equipas de resgate provenientes de Bogotá e Medellín. Em Quibdó, capital de Chocó, foram reportados feridos e danos significativos em edifícios.
“Solicitei assistência de Bogotá e Medellín para o envio de equipas de resgate”, escreveu nas redes sociais o autarca de Cali, Alejandro Eder. O executivo pediu ainda à população que “mantenha a calma e evacue os prédios” caso notem grandes rachas na estrutura.
Perante o sismo de magnitude 7,4, o Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, convocou um comité de emergência e deslocou-se a Pereira, uma das cidades mais atingidas, para apoiar as vítimas.
“Ordenei a instalação de um Posto de Comando Unificado para coordenar a resposta aos danos e aos desalojados. Não estão sozinhos. O Estado está presente e a atuar”, sublinhou o líder colombiano na rede social X.
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O diretor do Serviço Geológico Colombiano, Julio Fierro Morales, classificou o sismo como o mais forte registado no país “na última década”. O responsável adiantou ainda que, até ao momento, foram registadas duas réplicas, de magnitude 2,8 e 4,8, tendo esta última sido amplamente sentida pela população.
Entretanto, o Governo colombiano aprovou a declaração de “estado de calamidade nacional”, uma medida que permite mobilizar recursos públicos de forma mais rápida para responder à emergência, sem equivaler, contudo, à declaração de estado de emergência económica e social, que conferiria ao Presidente poderes para legislar por decreto.
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O sismo também afetou, pelo menos, sete aeroportos, segundo a Aeronáutica Civil (Aerocivil) colombiana. Num segundo comunicado, a Aerocivil acrescentou o Aeroporto Alfonso Bonilla Aragón, em Cali, aos seis anteriormente apurados numa fase inicial: Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura.
“Por razões de segurança, as operações aéreas nestes terminais permanecem suspensas até serem avaliados os danos estruturais nas infraestruturas”, informou a agência, citada pelo jornal espanhol.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) manifestou esta segunda-feira a sua solidariedade ao povo colombiano e às autoridades da Colômbia na sequência do sismo registado no departamento de Chocó.
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Numa publicação na rede social X, o MNE diz estar a acompanhar atentamente a situação e apresenta condolências às famílias das vítimas, desejando uma rápida recuperação aos feridos.
O presidente da República lamentou as vítimas mortais do sismo registado esta segunda-feira na Colômbia, manifestando, em seu nome e no do povo português, “solidariedade com o povo colombiano”. António José Seguro apresentou “sentidas condolências às famílias das vítimas” e deixou ainda votos de rápida recuperação aos feridos, através de uma mensagem no site da Presidência da República.
As manifestações de pesar e de solidariedade foram-se multiplicando ao longo das horas, nomeadamente da presidente da Comissão Europeia que anunciou a mobilização do satélite Copérnico para ajudar a identificar possíveis vítimas presas nos escombros.
Jerónimo Martins com cerca de 200 lojas Ara encerradas
A Jerónimo Martins tem cerca de 200 lojas Ara encerradas na Colômbia, essencialmente devido à falta de energia na sequência do sismo, mas ainda é cedo para fazer balanço, disse esta segunda-feira à Lusa fonte oficial.
“As cidades mais afetadas foram Pereira, Manizales e Cali”, mas “ainda é muito recente para balanços”, referiu a mesma fonte. Para já não há registo de vítimas entre os colaboradores e nenhuma das infraestruturas terá ficado destruída.
O grupo tem 200 lojas encerradas e um centro de distribuição, “essencialmente por falta de energia” e quedas de mercadoria no chão.
(Notícia atualizada às 20h59 com mais informação)






