Explicam que o modelo competitivo europeu tem tradicionalmente dado prioridade à redução de preços, o que favoreceu a acessibilidade dos serviços, mas limitou a rentabilidade do setor e a sua capacidade de financiar novas infraestruturas digitais. Esta situação contribuiu para um ritmo de investimento mais baixo em comparação com outras regiões.
Neste contexto, as empresas do setor defendem que a sustentabilidade competitiva envolve equilibrar as metas de preço com a necessidade de gerar retornos suficientes para continuar a implementar redes avançadas e a desenvolver tecnologias-chave como o 5G, a cloud, a inteligência artificial e a cibersegurança.
Numa declaração conjunta, a Orange e a Deutsche Telekom argumentaram que atingir um “tamanho crítico” é uma condição necessária para impulsionar o crescimento, a competitividade e o investimento tecnológico. No mesmo sentido, o presidente da Telefónica, Marc Murtra, defendeu mais do que uma vez que a Europa está numa “era de escala” e que, se quer desenvolver a sua própria tecnologia e competir com os Estados Unidos e a China, precisa de construir essa escala industrial e tecnológica.
O debate surge numa altura em que associações industriais europeias e a própria Comissão Europeia reconhecem que a fragmentação do mercado limita a capacidade dos operadores de investir e inovar. O setor acredita que avançar para um modelo mais equilibrado fortaleceria a competitividade global das empresas europeias.
Neste cenário, a revisão do quadro regulatório é considerada um elemento-chave para garantir um ambiente onde a concorrência, a inovação e o investimento possam desenvolver-se de forma sustentável, garantindo o crescimento do ecossistema digital europeu nos próximos anos.






