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Seguro envia para Tribunal Constitucional decreto sobre concessão de asilo e retorno de estrangeiros

Apesar de considerar necessário combater a imigração ilegal e garantir a defesa das fronteiras portuguesas, Presidente da República argumenta que isso “não é incompatível com a dignidade humana”.

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O Presidente da República pediu esta sexta-feira ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva do decreto do Parlamento sobre concessão de asilo, detenção e retorno de estrangeiros, aprovado com votos a favor de PSD, IL e CDS-PP e a abstenção do Chega.

O pedido foi anunciado através de uma nota no site oficial da Presidência da República.

O texto final desta iniciativa legislativa, que teve como base duas propostas de lei do Governo PSD/CDS-PP, foi aprovado em plenário em votação final global em 17 de julho, e teve votos contra de PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP.

Algumas das soluções legislativas deste decreto levantam fundadas dúvidas quanto a saber se é acautelado o interesse superior da criança.

Na nota que acompanha esta decisão, o Presidente da República, António José Seguro, apesar de considerar necessário combater a imigração ilegal e garantir a defesa das fronteiras portuguesas, argumenta que isso “não é incompatível com a dignidade humana”.

O Presidente da República considera que “algumas das soluções legislativas deste decreto levantam fundadas dúvidas quanto a saber se é acautelado o interesse superior da criança”, em particular se possibilita a separação entre pais e filhos ou a “expulsão (embora indireta ou consequencial) dos filhos menores portugueses”.

“Permitindo-se também, em certas situações, o afastamento coercivo e a expulsão de crianças estrangeiras com menos de cinco anos que tenham nascido em Portugal”, lê-se ainda no texto.

O decreto, que visa assegurar a execução de regulamentos e transpor diretivas da União Europeia, contém alterações ao regime de acolhimento de estrangeiros ou apátridas em centros de instalação temporária, ao regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional e à lei sobre concessão de asilo.

Entre outras alterações, o prazo de colocação de cidadãos estrangeiros em centros de instalação temporária é alargado para um período máximo de 180 dias, prorrogáveis por igual período.

(Notícia atualizada às 18h38)

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Comentários (1)

  • Fala Verdade

    Mais uma fcada nas costas dos portugueses. Lá diz o ditado, "cada povo tem a m que merece". Se não for hipócrita que os acolha, a todos esses, na saca dele, tem lá espaço de sobra, é o acolhes. Não é ele que vive, ou melhor sobrevive, na Margem Sul que se está a transformar, com a invasão descontrolada promovida pelo bando xuxa, num imenso musseque, insuportável, inseguro, onde não se vê 2 Psp a patrulhar a pé, não há videovigilância, as pessoas estão entregues à bicharada, abandonadas, vítimas de pulhiticas erradas, danosas. Esse facínora sabe bem que está a dar um péssimo sinal para as redes criminosas, já em grande impunidade, se aproveitarem. Vão angariar esses tais menores nas matas musseques e os portugueses é que vão pagar a desgraça. os regimes corruptos, desgovernados de onde vêm não são responsabilizados e têm de ser os portugueses a assumir a invasão descontrolada sem terem nada a ver ou culpa. Pouca vergonha, Estado falhado

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