Metade daqueles que estavam desempregados no arranque do ano continuaram nessa situação entre abril e junho, mas cerca de 30% encontraram um novo posto de trabalho. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em causa estão quase 103 mil pessoas. Em comparação, 63,4 mil pessoas passaram do emprego para o desemprego, entre a primeira e a segunda metade do semestre inicial de 2026.
“Do total de pessoas que estavam desempregadas no primeiro trimestre de 2026, 50,6% (175,3 mil) permaneceram nesse estado no segundo trimestre de 2026, 29,7% (102,8 mil) transitaram pata o emprego e 19,7% (68,2 mil) transitaram para a inatividade”, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta manhã.

Por outro lado, 97,4% dos que estavam empregados no arranque do ano permaneceram nessa situação entre abril e junho. Em causa estão quase 5,2 milhões de pessoas. Já 1,2% dos empregados (63,4 mil indivíduos) passaram ao desemprego e 1,4% (75,3 mil pessoas) transitaram para a inatividade, o que significa que deixaram de trabalhar e não estão nem à procura de um novo desafio, nem disponíveis para iniciar um novo trabalho.
Quanto às pessoas que estavam na inatividade no início do ano, 94,6% continuaram nesse estado (3,4 milhões de indivíduos), enquanto 1,7% (62,1 mil) passaram ao desemprego e 3,7% (134,9 mil) transitaram para o emprego, como mostra o gráfico acima.
Ler maisDesemprego recua para 5,3%. É o valor mais baixo desde 2011A este quadro mais geral, o INE acrescenta ainda que transitaram para um trabalho por conta de outrem 11,1% (88,9 mil) das pessoas que tinham um trabalho por conta própria no início do ano.
Por outro lado, do total de trabalhadores por conta de outrem que, no primeiro trimestre, tinham um contrato de trabalho com termo ou outro tipo de contrato, 24,5% (155,3 mil pessoas) passaram a ter um contrato sem termo, no segundo trimestre.
Há a destacar um outro dado: 22,3% das pessoas que tinham um emprego a tempo parcial (91,3 mil indivíduos) passaram a trabalhar a tempo completo entre abril e junho.
O gabinete de estatísticas realça ainda que 3,1% das pessoas que permaneceram empregadas (cerca de 177 mil pessoas) mudaram de emprego, no segundo trimestre.
“No mesmo período, 3,4% (176,8 mil) das pessoas que permaneceram empregadas continuaram a ter dois ou mais empregos e 2,0% (102,6 mil) das pessoas que tinham um emprego passaram a ter dois ou mais empregos”, sublinha ainda o INE.
Por fim, do total de jovens dos 16 aos 34 anos que, no primeiro trimestre de 2026, não estavam empregados, nem em educação ou formação (NEEF), 26,2% (50,9 mil) transitaram para o emprego no segundo trimestre de 2026, enquanto 16,3% (31,6 mil) passaram a frequentar o ensino ou formação.
(Notícia atualizada às 11h33)






