O aumento da procura por Certificados de Tesouro com a nova série lançada pelo Governo em julho não tem ‘canibalizado’ os restantes produtos de poupança do Estado, que estão a mostrar “evolução positiva“, garantem ao ECO os CTT [eco_stock label=”CTT” index=”22931489,51,814″ type=”inline”], prevendo que o crescimento das subscrições nos próximos meses, à medida que um “número significativo de aplicações” atinja a maturidades.
“Temos assistido a um incremento da procura por Certificados do Tesouro, refletindo o interesse dos aforradores por soluções de investimento adequadas a horizontes de médio e longo prazo”, referiu fonte oficial dos correios, em respostas escritas ao ECO. “No entanto, este crescimento tem sido sobretudo incremental, não se traduzindo numa redução da procura pelos restantes produtos disponibilizados pelos CTT.”
“Pelo contrário, as subscrições das diferentes soluções continuam a apresentar uma evolução positiva, o que demonstra a diversificação das opções de investimento dos portugueses e a confiança na oferta de poupança disponibilizada através dos CTT”, sublinhou a fonte.
Ler maisCertificados do Estado superam 50 mil milhões pela 1.ª vezSegundo dados divulgados na passada quinta-feira pelo Banco de Portugal, a aposta nos certificados do Estado superou pela primeira vez os 50 mil milhões de euros em julho, refletindo principalmente a popularidade dos Certificados de Aforro, que captaram 767,7 milhões de euros em termos líquidos de resgates, o montante mais elevado em mais de três anos, enquanto a nova série dos Certificados do Tesouro conseguiu praticamente estancar as saídas que se verificam há quase cinco anos.
A nova série de Certificados do Tesouro captou quase 300 milhões de euros no primeiro mês de comercialização, avançou a 5 de agosto o Ministério das Finanças ao Jornal de Negócios.
O Governo lançou uma nova série de Certificados de Tesouro no início de julho com condições mais favoráveis e nesse mês, embora ainda tenha registado mais resgates e vencimentos do que novas aplicações, verificando-se um fluxo negativo de 27,77 milhões, praticamente se estagnaram as saídas – até então saíam cerca de 200 milhões por mês, em média, este ano.
Foi para contrariar esta tendência que o Ministério das Finanças reformulou o produto, substituindo os Certificados do Tesouro Poupança Valor, a sete anos e com a remuneração associada ao PIB a partir do segundo ano, pela novíssima Série 5, com o prazo de dez anos e uma taxa média bruta de 2,71% (1,8% em termos líquidos). Em todo o caso, manteve a tendência de saída de dinheiro destes certificados pelo 57.º mês consecutivo. Em julho já só estavam aqui aplicados 6,53 mil milhões de euros – chegou a ter perto de 18 mil milhões em 2021.
Considerando que os Certificados do Tesouro são um dos produtos de referência para os aforradores com horizontes de investimento de médio e longo prazo, perspetivamos um potencial de crescimento das subscrições nos próximos meses, à medida que um número significativo de aplicações atualmente em carteira atinja a maturidade.
Os CTT acreditam que a procura por este produto vai continuar a subir no futuro próximo. “Considerando que os Certificados do Tesouro são um dos produtos de referência para os aforradores com horizontes de investimento de médio e longo prazo, perspetivamos um potencial de crescimento das subscrições nos próximos meses, à medida que um número significativo de aplicações atualmente em carteira atinja a maturidade”, referiu fonte oficial da empresa.
“Este movimento poderá traduzir-se na reafetação de poupanças para novas soluções de investimento, num contexto em que os portugueses continuam a valorizar produtos com capital garantido e perfil de risco reduzido”, adiantou.
Fonte oficial sublinhou ainda que “a capilaridade” da rede de balcões dos CTT e a crescente utilização da aplicação móvel “permitem responder de forma eficaz a esta procura, proporcionando um acesso simples, conveniente e próximo a estas soluções de poupança”.
A procura pelos novos Certificados do Tesouro tem sido “principalmente nos balcões, em linha com a estrutura de colocação dos restantes produtos de poupança”, acrescentou.






