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Processo de digitalização “estava bem concebido”, insiste Fernando Alexandre

Ministro da Educação deixou uma mensagem de agradecimento no Facebook e reiterou a necessidade de reforma do sistema educativo no dia em que são conhecidas as colocações dos alunos nas universidades

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“O sucesso da 2ª fase demonstrou que o processo de digitalização da avaliação externa, de uma forma global, estava bem concebido”, escreve o ministro da Educação, Fernando Alexandre, numa mensagem publicada no Facebook, este sábado, dia em que são publicadas as colocações do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior e que os alunos saberão se entram nas universidades e politécnicos portugueses.

Ao mesmo tempo, Fernando Alexandre elenca alguns dos problemas que promete rever. “Nestes dois meses identificámos muitas melhorias a introduzir no processo de avaliação externa, ao nível do funcionamento do Júri Nacional de Exames e da sua ligação às escolas, na relação com os classificadores, entre outras”, escreve. “As avaliações, nomeadamente a que solicitei ao Conselho Nacional de Educação, e todas as formas de escrutínio que venham a decorrer, serão certamente muito úteis para melhorar e robustecer o sistema de avaliação externa”, acrescenta.

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Não fica dito quando estarão disponíveis os resultados destas formas de escrutínio, mas o ministro da Educação admite que “a digitalização da avaliação externa dos exames do ensino secundário não decorreu como planeada e identifica alguns dos problemas que aconteceram durante a 1.ª fase dos exames nacionais e que obrigaram a um adiamento de três dias da publicação das notas e a sua divulgação na noite de 17 de julho: “Problemas na leitura dos QR codes dos exames da 1ª fase geraram erros na distribuição dos itens aos classificadores, com todas as perturbações que aí decorreram para o processo de classificação, obrigando à alteração do calendário inicial para a conclusão da 1ª fase. Na publicação das notas, um erro de exportação de ficheiros gerou milhares de classificações ‘suspenso’ e muita ansiedade entre os alunos”.

A mensagem de Fernando Alexandre começa com um agradecimento aos professores, pessoal não docente, diretores das escolas e serviços do Ministério da Educação e termina com uma crítica. “A introdução do digital na avaliação externa mostrou mais uma vez que, mesmo quando muitos não acreditam e outros lutam para que tudo continue na mesma, o nosso sistema educativo continua a liderar a mudança e a trabalhar para melhorar as aprendizagens dos nossos alunos”.

Leia o post completo do ministro aqui.

Fernando Alexandre insiste que “para que [o sistema educativo] continue a avançar e a cumprir a esperança de milhões de portugueses, urge ser reformado profundamente na forma como está organizado e é gerido. Por isso, estamos a implementar uma profunda reforma estrutural, onde a digitalização, em múltiplas formas, tem um lugar central”.

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Comentários (4)

  • Gregory Hoffman

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  • André Monedo

    Revele quem pagou 729000 euros, da energia eléctrica, 38000 euros, da internet e 68550 euros, do arrendamento, do armazém. É que, por agora, só há os 2 contratos, que dão 70000 euros (mais IVA), com a empresa de marketing digital, que liderou, a digitalização. Isso não pagou, os custos… nem as 190 máquinas, adquiridas. Se calhar, até tinham um bom plano… o problema foi só terem UMA impressora e 2 funcionários, para digitalizar 165 milhões, de páginas. E enviar, mais de, 300 funcionários, do ministério da educação, GRATUITAMENTE, para ajudar, foi a solução, dada, pelos 40 milhões, pagos à Deloitte. Se calhar, o maior erro foi escolher, uma empresa, que só usa 10000000000000000000000000000000 de perfis online, para promover ideias, do PSD, CDS, IL e Chega. 

  • Carlos Chaves

    Este país não o merece caro Fernando Alexandre! Um grande bem-haja pela sua persistência, pelo seu profissionalismo e por responder aos seus detractores com a sua competência! Caso raro nos dias de hoje em Portugal!   

    1 resposta
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Respostas a Carlos Chaves

  • André Monedo

    Contratou UMA EMPRESA DE MARKETING DIGITAL, por 70000 euros, que tinha 1 (UMA) impressora! Depois, ficaram admirados de terem 165 milhões, de páginas, para digitalizar… foram pagar 50 milhões, de euros, à Deloitte, para ver o que falhou, na app e na forma de digitalizar… compraram 190 aparelhos, de scanner/impressoras. Mandaram 325 funcionários, do ministério da educação, para um armazém, pago por alguém que ninguém ainda sabe quem foi, onde gastaram 729000 euros, de electricidade, e 38000 euros, pela internet. Até agora, nem o contrato, do arrendamento, dos equipamentos, nem quem pagou electricidade e internet, foram revelados. Até podia estar bem pensado… se a empresa, tivesse equipamentos e pessoal. 

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