A Pharol anunciou esta segunda-feira a saída de Luís Palha da Silva da liderança da empresa. O substituto deverá ser conhecido em breve. A antiga PT SGPS tem assembleia geral para a eleição do novo conselho de administração marcada para 30 de julho.
Palha da Silva liderava a Pharol há mais de dez anos, após a venda da operadora Meo à Altice, ficando responsável pela gestão de ativos tóxicos como a participação na Oi (de que já se desfez) e ainda um crédito problemático de 897 milhões de euros relativo ao investimento ruinoso em papel comercial da Rio Forte e do qual só espera receber 52 milhões (apenas 6%).
Nos anos mais recentes, após a entrada da Davidson Kempner (que tem cerca de 20% da Pharol, após ter comprado a participação ao Novobanco), Palha da Silva tentou dar uma nova vida à Pharol, que tem um ativo superior a 90 milhões de euros, incluindo 28 milhões aplicados em ações e obrigações e outros 15 milhões em caixa.
Entre outros alvos, a Pharol anunciou que irá privilegiar investimentos em projetos “em estádios mais embrionários no ciclo de desenvolvimento dos negócios, com planos de expansão consistentes e claramente delineados, ou em empresas em dificuldades (stressed assets) mas com sólidos fundamentais” e com “alguma inclinação por áreas de telecomunicações ou tecnológicas”. Foi o que anunciou há dois anos, mas ainda estará a sondar oportunidades.
A estrutura acionista da Pharol voltou a registar mudanças na semana passada, com a Dualis, dos empresários nortenhos Eduardo Sardo e Gaspar da Silva, a tomarem uma posição de 5,4% na empresa.
Foi convocada uma assembleia geral para eleger um novo conselho de administração e Palha da Silva, refere o comunicado desta segunda-feira, mostrou-se indisponível para integrar qualquer lista por “razões de ordem pessoal”.
Além de Palha da Silva, também Rafaela Andrade renunciou ao cargo de administradora não executiva.
(notícia atualizada às 17h45)






