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Omã espera anunciar “em breve” acordo com Irão sobre Estreito de Ormuz

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã espera o anúncio “em breve” da criação de um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz, após uma reunião com homólogo iraniano.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, afirmou esta terça-feira que espera o anúncio “em breve” da criação de um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz, após uma nova reunião com o homólogo iraniano em Teerão.

“Tenho esperança de que em breve anunciemos um corredor temporário para o Estreito de Ormuz, bem como medidas práticas para restabelecer a segurança da navegação”, disse o chefe da diplomacia de Mascate em comunicado, após se reunir com Abbas Araghchi, acrescentando que “a gestão futura do estreito e uma solução permanente serão definidas oportunamente”.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e de Omã discutiram esta terça-feira um acordo-quadro sobre um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz, que separa os dois países, dando seguimento a negociações que se prolongam há várias semanas.

O entendimento contempla uma operação de desminagem na passagem marítima sob ameaça militar de Teerão e por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes do lançamento da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica. Qualquer “solução permanente” deve basear-se no memorando de entendimento assinado em junho por Teerão e Washington, que entretanto colapsou, acrescentou o ministro de Omã.

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As negociações vão continuar para estabelecer um corredor permanente e definir a gestão futura do estreito, bem como um mecanismo para “fornecer os serviços de navegação e segurança necessários”, segundo um comunicado divulgado pelas autoridades de Mascate.

Irão e Omã salientaram ainda a importância de manterem discussões conjuntas com outros Estados costeiros do Golfo.

O anúncio dos dois países surge no dia em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, reiterou na sua rede social, a Truth Social, que, segundo a Marinha dos Estados Unidos, “todas as minas foram removidas e/ou destruídas em águas internacionais do estreito de Ormuz”. O Irão “foi informado de que qualquer navio ou embarcação que lance novas minas será destruído”, acrescentou.

Anteriormente, Trump tinha afirmado que Ormuz estava sob controlo norte-americano, uma alegação negada por Teerão, e ameaçou Omã com bombardeamentos caso o sultanato se colocasse “no caminho” de um acordo dos Estados Unidos sobre o estreito.

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Na segunda-feira, o secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, apresentou a operação “Pária Económico” contra a República Islâmica, que visa sancionar qualquer pessoa ou entidade que com ela mantenha relações comerciais.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão. As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou. As autoridades iranianas rejeitaram as ameaças de “guerra económica” de Washington, considerando-as “destinadas ao fracasso”, e afirmaram que não vão mudar o rumo da República Islâmica.

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