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Ministério da Justiça pede “avaliação interna” e auditoria à Polícia Judiciária

O Ministério da Justiça pediu uma “avaliação interna” à Polícia Judiciária (PJ) e a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça (IGSJ) vai realizar uma auditoria.

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O Ministério da Justiça pediu uma “avaliação interna” à Polícia Judiciária (PJ) e a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça (IGSJ) vai realizar uma auditoria, avançou o Expresso e confirmou a Advocatus.

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O Ministério da Justiça afirma que a “avaliação” serve para “enquadrar as questões que têm vindo a ser divulgadas relativamente ao “funcionamento interno da PJ” e aos “processos de avaliação eventualmente instaurados pela Direção de Serviços de Disciplina e Inspeção”.

“O Ministério da Justiça entendeu não se justificar solicitar à IGSJ a abertura de um processo de averiguações relativamente à deslocação do atrelado, porquanto essa matéria já é objeto de um processo de inquérito, dirigido pelo Ministério Público”, referem à Advocatus.

Paralelamente à “avaliação interna”, a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça – que procede regularmente à auditoria e inspeção de todos os organismos da Justiça – vai realizar uma auditoria à PJ.

O atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, em declarações à RTP, sublinhou que a ministra da Justiça “ordenou e ordenou bem” a auditoria. “Já disse que estou absolutamente tranquilo e ainda bem que todas essas auditorias, investigações, averiguações e audições se façam, para que no final a verdade de tudo venha ao de cima“, disse.

O ministro salientou ainda que está “desejoso”, se for necessário, de colaborar e contribuir com o seu conhecimento para essas questões.

A 17 de julho, a PJ anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna Luís Neves.

No mesmo dia, a Procuradoria-geral da República confirmou “a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado Operação Pacoba”.

A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.

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