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Marrocos intercetou 111 migrantes que se dirigiam a Ceuta

Quase totalidade dos migrantes identificados provinham da África Subsaariana. Detidas 61 pessoas por incitarem à migração ilegal.

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Migrantes atravessam a fronteira no momento em que Espanha reabre as fronteiras com Marrocos, a 1 de agosto de 2026

As forças marroquinas intercetaram, neste sábado, 111 migrantes, na sua maioria da África subsaariana, quando tentavam chegar à fronteira de Ceuta, e detiveram 61 pessoas por incitarem à migração ilegal, disseram fontes de segurança marroquinas à agência noticiosa espanhola EFE.

Segundo as mesmas fontes, dos migrantes agora intercetados perto de Fnideq, 109 são naturais da África subsaariana e dois são marroquinos.

As mesmas fontes acrescentaram que as operações preventivas realizadas nos últimos dias pela Direção-Geral de Segurança Nacional levaram à detenção de 61 suspeitos acusados de incitar e promover apelos à migração irregular através das redes sociais.

Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas no início de agosto e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.

Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

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