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Lula e Trump conversam ao telefone sobre tarifas, guerras e crime organizado

O presidente brasileiro defende que as alegações utilizadas pelos EUA para justificar as novas tarifas são “infundadas” e que os dois países retomem rapidamente as negociações comerciais.

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O Presidente brasileiro, Lula da Silva, telefonou esta sexta-feira ao Presidente norte-americano, Donald Trump, para falar das tarifas impostas ao Brasil, conflitos internacionais e crime organizado, informou o Governo brasileiro.

Segundo nota do Palácio do Planalto, a conversa durou uma hora e 20 minutos e decorreu em tom “amistoso e cordial”, tendo abordado questões do relacionamento bilateral e da agenda global.

Segundo o Governo brasileiro, Lula afirmou que as alegações utilizadas por Washington para justificar as novas tarifas são “infundadas” e defendeu que os dois países retomem rapidamente as negociações comerciais.

Na nota do Palácio do Planalto indica-se que Trump concordou sobre a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes entre Brasil e EUA e propôs que equipas dos dois países voltassem a reunir-se “o mais brevemente possível”.

O Governo brasileiro informou ainda que Lula reiterou o interesse na cooperação com os EUA contra o crime organizado e apresentou medidas de combate adotadas pelo Brasil.

No comunicado de Brasília salienta-se ainda que os dois chefes de Estado trocaram impressões sobre as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente e concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Segundo o Governo brasileiro, Lula lamentou a “inoperância” do Conselho de Segurança da ONU e propôs uma reunião extraordinária do órgão para procurar soluções diplomáticas para as crises atuais, incluindo o conflito com o Irão.

A ligação ocorre uma semana após Brasília notificar Washington sobre o início do processo de consulta para aplicar a Lei da Reciprocidade pelas sobretaxas norte-americanas a produtos brasileiros.

A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem tensões diplomáticas desde o ano passado, quando Trump anunciou a imposição das primeiras tarifas alfandegárias ao Brasil, e uma série de retaliações a autoridades brasileiras, como a suspensão de vistos.

Neste ano ainda, Washington classificou, para desagrado do Palácio do Planalto, como organizações terroristas globais as duas maiores fações criminosas do país sul-americano, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Nas últimas semanas, Lula expressara o desejo de conversar ao telefone com Trump, responsabilizando o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelas retaliações ao Brasil.

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