A Teixeira Duarte reportou esta sexta-feira lucros de 11,4 milhões de euros no primeiro semestre. A construtora registou uma queda de 73,1% no resultado líquido atribuível aos acionistas, em relação aos mesmos seis meses de 2025, devido ao efeito extraordinário do acordo de refinanciamento com a banca.
Em causa está o facto de, no ano passado, a Teixeira Duarte ter assinado um acordo de refinanciamento com o BCP, Novobanco e Caixa, que gerou um impacto positivo não recorrente de 46,5 milhões no resultado líquido do primeiro semestre de 2025, pelo que, este ano, a amortização teve um impacto negativo de 7,4 milhões de euros.
O volume de negócios da empresa liderada por Manuel Maria Teixeira Duarte fixou-se em 401 milhões de euros, após um aumento de 25,1% em comparação com o primeiro semestre do ano passado, de acordo com o relatório financeiro publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “Portugal foi o principal motor deste crescimento, com um incremento de 52%, passando a representar 49% do total, o que corresponde a um reforço de 8,7 pontos percentuais face a igual período do ano anterior”.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mais que duplicou para 58 milhões de euros (+116,5%), em termos homólogos, com contributos positivos de praticamente todas as áreas de negócio, sendo que o setor da construção reforçou a sua posição de maior originador do lucro operacional do grupo, com 28 milhões de euros, perfazendo quase metade (48,2%) do total.

A dívida líquida da empresa com sede em Oeiras diminuiu oito milhões de euros face a 31 de dezembro de 2025, até aos 488 milhões de euros, “tendo os financiamentos bancários mantido, em termos nominais, uma variação marginal”. Assim, a autonomia financeira da Teixeira Duarte melhorou 1,3 pontos percentuais, situando-se em 13,4%.
Carteira de encomendas da construção cresce 10%
A Teixeira Duarte registou um crescimento nos diferentes segmentos de atividade, tendo a construção sobressaído com o valor das vendas e prestações de serviços nesta área a cresceram 38,3%, para mais 75 milhões de euros, e Portugal a registar um incremento de 65% e a representar 60,3% da atividade do setor. “Este desempenho, associado à consolidação de ações de otimização de meios e estruturas, permitiu elevar o EBITDA para 28 milhões de euros (95,2% acima do semestre homólogo)”, informa a empresa.
A carteira de encomendas do grupo para a construção atingiu 1.799 milhões de euros, refletindo um aumento de 10% face a 31 de dezembro de 2025.
Quanto ao imobiliário, o EBITDA ascendeu a 16 milhões de euros, invertendo o valor homólogo, que foi negativo em quatro milhões, impulsionado pela “valorização de projetos imobiliários em Portugal”. Já nas concessões e serviços, o nível de atividade cresceu 1,3%, com o EBITDA nos quatro milhões de euros, ao passo que as vendas e prestações de serviços para hotelaria cresceram 2,9% e o EBITDA fixou -se em sete milhões de euros.
Na distribuição, a atividade teve um acréscimo de 5,7% (ou 12,8% sem considerar o efeito de desvalorização cambial) e o EBITDA aumentou 17,1% até aos três milhões de euros. No que diz respeito ao setor automóvel, a faturação subiu 3,8% à boleia do início da comercialização da nova marca GAC no final do semestre, embora ainda não tenha tido impacto no EBITDA.

(Notícia atualizada com às 19h39 com mais informação)






