O grupo Jerónimo Martins, a Visabeira e a B&B II, controlada por Carlos Martins, chairman da Martifer, notificaram a Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a aquisição do controlo conjunto da Rduz, empresa que tem atividade na gestão, tratamento e valorização de resíduos.
A Concorrência “recebeu, em 11 de agosto, uma notificação prévia de uma operação de concentração de empresas”, refere hoje a AdC, em informação disponível no seu ‘site’. Este é o segundo negócio deste trio na área dos resíduos, cerca de quatro meses após a aquisição da algarvia Europontal.
“A presente operação de concentração consiste na aquisição, pela Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (Jerónimo Martins), Visabeira Global SGPS, S.A. (Visabeira) e Black and Blue II – Ambiente e Energia, Lda. (B&B II), através da sociedade veículo Pure Planet, S.A., do controlo conjunto da RDUZ – Gestão Global De Resíduos, S.A. (Rduz), através da aquisição da totalidade do seu capital social“, lê-se na informação divulgada.
A Jerónimo Martins é a holding de uma multinacional cuja atividade central se foca na distribuição alimentar a retalho e grosso, em Portugal, através das insígnias Pingo Doce e Recheio, como lembra a AdC. Já a Visabeira é uma empresa com atividade em três áreas principais: telecomunicações, indústria e turismo. Por sua vez, a B&B II desenvolve atividades nos setores ambiental e energético, nomeadamente na recolha e tratamento de resíduos urbanos e industriais, reciclagem, entre outros.
A Rduz está ativa no setor da gestão, tratamento e valorização de resíduos, designadamente resíduos de construção e demolição, resíduos não perigosos e resíduos perigosos, desenvolvendo ainda atividades complementares de recolha, transporte, valorização e desmantelamento de resíduos e equipamentos em fim de vida.
Fundada em 2005, à época com a designação de LNB Car, a Rduz tem a sede e os armazéns na Zona Industrial de Argivai, no concelho de Póvoa de Varzim, é liderada por Carlos do Carmo Benta, teve um volume de negócios de 8,1 milhões de euros em 2025 e lucros de quase 700 mil euros, segundo a informação financeira depositada no registo comercial e consultada pelo ECO.
Agora, quaisquer observações devem ser remetidas à Autoridade da Concorrência, no prazo de 10 dias úteis.






