O número de insolvências declaradas em Portugal aumentou 5,5% nos primeiros sete meses do ano, enquanto só em julho subiu 58% em termos homólogos, para 163, segundo dados divulgados esta quarta-feira pela Iberinform.
No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as ações de insolvência declaradas cresceram 5,5% face ao período homólogo, refletindo aumentos de 2,8% nas insolvências apresentadas pelas próprias empresas e de 8,2% nas requeridas por terceiros.
O maior número de processos declarados no período concentrou-se em Lisboa (256), Porto (221) e Braga (138). Em termos homólogos, Lisboa registou um aumento de 14%, enquanto Porto e Braga apresentaram reduções de 14% e 4,2%, respetivamente.
As maiores subidas relativas ocorreram na Madeira, com 117%, Beja e Vila Real, ambos com 100%, Viana do Castelo, com 70%, Angra do Heroísmo e Portalegre, ambos com 50%, e Ponta Delgada, com 33%.
Por setores de atividade, os maiores aumentos de insolvências foram registados nas telecomunicações, com 50%, na hotelaria e restauração, com 29%, e nos outros serviços, com 17%.
Também os processos de insolvência encerrados aumentaram 2,4% no mês passado.
Nos primeiros sete meses do ano, o crescimento foi de 18%, impulsionado por uma subida de 69% nos encerramentos com plano de insolvência e de 13% nas restantes ações encerradas.
Porto, com 352 processos encerrados, Lisboa, com 349, e Braga, com 174, lideraram igualmente este indicador, com aumentos homólogos de 17%, 11% e 8,8%, respetivamente.
Os maiores crescimentos de processos encerrados verificaram-se nos transportes, com 46%, no comércio por grosso, com 43%, na hotelaria e restauração, com 25%, e na agricultura, caça e pesca, com 23%.
Já a criação de empresas perdeu dinamismo. Em julho foram constituídas 3.695 novas empresas, menos 999 do que no mesmo mês de 2025, uma quebra homóloga de 21%.
No acumulado até julho, Lisboa liderou a constituição de empresas, com 10.112, seguida do Porto, com 5.757, e Setúbal, com 2.619, embora os três distritos tenham registado decréscimos face ao período homólogo.
Angra do Heroísmo foi o único distrito a apresentar crescimento, de 19%, enquanto Madeira (-25%), Évora (-24%), Guarda (-19%), Viana do Castelo (-17%) e Bragança (-15%) registaram as maiores descidas.
Por setores, apenas a Construção e Obras Públicas apresentou um aumento na constituição de empresas, de 5,7%.
Em contrapartida, as maiores reduções ocorreram na eletricidade, gás e água (-37%), agricultura, caça e pesca (-31%), telecomunicações (-25%) e comércio a retalho (-17%).
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