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Infantino “mentiu” e “enganou”. Luís Figo exige demissão imediata do presidente da FIFA

“Infantino desprestigiou o cargo de presidente da FIFA que prometera dignificar. Mentiu, enganou e tentou beneficiar-se pessoalmente à custa do futebol que deveria servir”, acusa o ex-futebolista.

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O craque português Luís Figo assina esta quinta-feira um artigo de opinião no jornal Daily Mail a exigir a demissão imediata do presidente da FIFA, Gianni Infantino, na sequência da polémica proposta, entretanto retirada, para vender uma posição numa nova entidade comercial ao irmão do genro do Presidente dos EUA.

“Podia escrever 10.000 palavras sobre os problemas da FIFA. Mas a solução precisa de apenas três: Infantino deve sair”, começa por dizer Luís Figo.

“Infantino desprestigiou o cargo de presidente da FIFA que prometera dignificar. Mentiu, enganou e tentou beneficiar-se pessoalmente à custa do futebol que deveria servir”, acusa também o antigo futebolista. “É demasiado tarde para salvar a sua dignidade mas não é demasiado tarde para salvar o futebol. Ele deve sair. Já”, remata.

No artigo, Figo também questiona os supostos méritos do plano do presidente, dirigindo-se a Infantino na segunda pessoa do singular: “Se o esquema era assim tão óbvio, por que não ser honesto sobre o facto de ele te ir dar um salário de 30 milhões de euros por ano no final?”

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“Não é honesto omitires que, depois de teres entregado de bandeja a organização do Mundial aos teus amigos em Washington, eles te vão dar um emprego que paga cinco vezes o que recebes atualmente”, continuou.

Figo reconhece no artigo que “o futebol precisa efetivamente de uma conversa sobre dinheiro”. “Mas não o dinheiro que pode sair do jogo para os investidores ou pagar salários excessivos a dirigentes. Refiro-me ao dinheiro que deveria ser investido na construção de campos e na formação de treinadores, para que todas as crianças do mundo tenham a oportunidade de se apaixonar pelo desporto mais bonito do planeta”, defendeu.

No dia 28 de julho, o jornal Financial Times revelou que a FIFA se preparava para constituir uma nova sociedade avaliada em 20 mil milhões de dólares, com o apoio do banco JPMorgan, para deter e gerir as operações comerciais e de eventos do organismo internacional que governa o futebol. Uma posição de cerca de 20% desta nova entidade seria vendida a Joshua Kushner, irmão mais velho de Jared Kushner, genro de Trump.

A notícia gerou forte contestação pós-Mundial, o que acabou por forçar Infantino a abandonar o negócio.

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