Várias escolas ainda não receberam os resultados dos pedidos de reapreciação de provas realizadas durante a 1.ª fase, segundo diretores escolares, que relatam atrasos sobretudo nas grandes cidades.
“Estão a chegar gradualmente, mas é preciso que cheguem a todas as escolas”, disse à Lusa o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
Ler maisNotas da 2.ª fase e reapreciações saem hojeOs resultados dos mais de 20 mil pedidos de reapreciação deveriam ter sido enviados às escolas pelo Júri Nacional de Exames durante a manhã desta sexta-feira, para que as pautas fossem afixadas durante a tarde, mas às 16h45 ainda havia estabelecimentos de ensino sem qualquer informação.
Nos grupos de diretores escolares nas redes sociais, alguns responsáveis vão informando à medida que recebem as notas e em escolas de distritos como Algarve, Viseu ou Santarém as pautas já estarão a ser afixadas.
Filinto Lima não sabe quantas escolas continuam a aguardar os resultados, mas refere que o atraso parece ser maior nas grandes cidades.
No Agrupamento de Escolas de Carnaxide, por exemplo, às 16h45 os serviços ainda não tinham recebido as pautas do JNE. “Continuamos à espera”, confirmou à Lusa o diretor, António Seixas, acrescentando que desconhece o motivo do atraso e que também não recebeu qualquer informação por parte da tutela.
Ler maisProfessores temem falhar prazo de reapreciações de examesApós a publicação desses resultados, os alunos terão três dias para submeter a candidatura à 1.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior caso só então reúnam as condições para concorrer, ou alterar a candidatura já submetida.
A Lusa questionou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, sem resposta até ao momento.
Durante a manhã, foram publicados os resultados da 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário, bem como das provas finais do 9.º ano, que o JNE já tinha feito chegar às escolas na véspera.
Segundo o presidente da ANDAEP, o relato das escolas quanto às notas da 2.ª fase foi “muito positivo”, sem registo de situações de provas sem nota atribuída, como tinha acontecido na 1.ª fase devido às falhas no processo de classificação. “As pautas estão a ser afixadas, não há notas ‘suspenso’, a nota que há é de 1 a 20, e isso é muito positivo”, afirmou Filinto Lima.
Conselho Nacional de Educação vai avaliar digitalização dos exames
O processo de digitalização dos exames vai ser avaliado pelo Conselho Nacional de Educação até ao final do ano, anunciou esta sexta-feira o ministro da Educação.
Ler maisPublicado contrato com consultora para pôr ordem nos examesFernando Alexandre, que falava à margem da tomada de posse do primeiro reitor da Universidade de Leiria e Oeste, sublinhou que o modelo é para continuar, pois funcionou, “como ficou evidente” na segunda fase das provas nacionais.
“De qualquer maneira, vamos ter uma avaliação que será feita pelo Conselho Nacional de Educação até ao final do ano e uma das questões que colocamos nessa avaliação é, precisamente, com os relatórios que temos internamente e que serão entregues ao Conselho Nacional de Educação, aquilo que foi o processo de digitalização, avaliar as vantagens e as desvantagens”, acrescentou.
Segundo o ministro, “as vantagens são muito evidentes”, mas o Governo pretende que seja “uma avaliação independente” a “mostrar à sociedade portuguesa que aquilo que o Ministério de Educação fez com esta mudança foi, de facto, um avanço na qualidade da avaliação”.
Fernando Alexandre afirmou que este sistema de avaliação apresenta “uma transparência” inédita, referindo que “às duas da tarde, metade das 90 mil provas tinham sido entregues aos alunos em pdf”.
Insistindo que “milhares de pessoas” se empenharam para resolver os problemas, Fernando Alexandre garantiu que não tem qualquer obsessão com o digital.
“A nossa obsessão é com melhorar o nosso sistema educativo, a qualidade da avaliação e do trabalho dos professores. E, com a informação que nós temos, tudo isso aconteceu com este processo”, observou.






