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Governo vai atingir excedente à custa dos empréstimos do PRR

Ao libertar 311 milhões da componente de empréstimos, Executivo garante poupança de despesa (que não executa) de 0,1% do PIB, valor correspondente ao excedente orçamental previsto para 2026.

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O excedente mínimo de 0,1% do PIB que o Governo estima para 2026 é garantido à custa de 311 milhões de euros em empréstimos do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, que o Executivo decidiu deixar cair nesta nova reprogramação — uma opção que já estava considerada na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

Como escreve o Jornal de Negócios (acesso pago) na edição desta terça-feira, ao desistir de executar esses 311 milhões em empréstimos, o Governo acaba por garantir uma poupança de despesa (que não executa) de 0,1% do PIB, o valor correspondente ao excedente orçamental esperado para 2026.

Afinal, Portugal não vai utilizar os 22,2 mil milhões de euros da bazuca europeia. Com a reprogramação entregue pelo Governo em Bruxelas, a opção do Executivo foi libertar 311 milhões de euros da componente empréstimos, porque a expansão da linha vermelha do Metro de Lisboa e o Hospital Oriental de Lisboa já não vão ser financiados pelo PRR, mas com outros empréstimos.

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