Reforçar a inovação das empresas, favorecendo o desenvolvimento de programas de Inteligência Artificial (IA), e apostar na descarbonização são prioridades do Governo para promover a competitividade da economia nacional, adiantou o ministro da Economia. Manuel Castro Almeida disse ainda que o Executivo vai pedir uma reprogramação do Portugal 2030, de modo a direcionar mais fundos para estas duas componentes.
O Governo está a preparar “uma reprogramação do Portugal 2030 para reforçar a componente tecnológica e de descarbonização. São duas linhas de força essenciais do apoio público à transformação das nossas empresas”, garantiu o ministro da Economia e Coesão Territorial. Manuel Castro Almeida justificou esta alteração com a necessidade de “melhorar a densidade tecnológica das empresas e apoiar o processo de descarbonização”.
Castro Almeida destacou que o Governo estipulou várias linhas de força, que incluem “dinamizar investimentos em energia limpa“, lembrando que a “eletricidade vale menos de 20% da energia que se consome em Portugal” e o país está muito dependente do petróleo e gás. Foi neste sentido que o país promoveu a criação de um grupo para desenvolver uma estratégia industrial verde, cujo primeiro relatório final será divulgado em agosto e as conclusões finais até final do ano.
Já no que diz respeito à inovação nas empresas, além da criação se seis grandes áreas empresariais — que serão localizadas no interior e no litoral — , o Governo assume o compromisso de ajudar as empresas a adotar a IA, lembrando que “inovar custa caro”.
O governante referiu o IFIC – instrumento financeiro para inovação e competitividade, que “recebeu dotações PRR afetas a investimento que não puderam ser executadas, nomeadamente redes de metro que não eram possíveis estar feitas a tempo”, com essas verbas a serem destinadas a favorecer inovação das empresas. Com uma dotação de 1161 milhões de euros que estão colocados a concurso, a maior parte já está atribuído, garantiu.
Ainda no que diz respeito à IA, o Governo tem como objetivo “atingir 100 mil trabalhadores com programas de IA”, estando a ser preparado um teste com sessões de IA dirigidas a trabalhadores na região de Leiria. “A Nerlei vai selecionar cerca de 80 trabalhadores por sessão para um curso de quatro dias e há um programa de 15 dias dirigido a empresas”, explicou.






