Publicidade
970×250

Governo da Colômbia confirma pelo menos 239 mortos e 3.755 feridos após sismo

Para além do Chocó, um dos departamentos mais pobres do país, a devastação é grave no Vale do Cauca e em Risaralda, cujas capitais, Cali e Pereira, respetivamente, registaram o maior número de mortos.

Partilhar

Pelo menos 239 pessoas morreram e 3.755 ficaram feridas na sequência do sismo de segunda-feira na Colômbia, de acordo com dados oficiais divulgados esta quarta-feira pela Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Catástrofes (UNGRD). Segundo as autoridades, 287 pessoas continuam desaparecidas.

Num balanço anterior, o Governo do recém-empossado Presidente colombiano, Abelardo De la Espriella, tinha estimado o número de mortos em 188, um valor inferior às pelo menos 240 vítimas mortais contabilizadas anteriormente pelas autoridades regionais.

Um total de 403 municípios, pertencentes a 14 dos 32 departamentos colombianos, sofreram de alguma forma os efeitos do terramoto, embora os maiores danos e o maior número de vítimas se concentrem no centro e no sudoeste da Colômbia.

Para além do Chocó, um dos departamentos mais pobres do país, a devastação é grave no Vale do Cauca e em Risaralda, cujas capitais, Cali e Pereira, respetivamente, registaram o maior número de vítimas mortais até ao momento.

O Instituto de Medicina Legal (IML) informou hoje que recebeu 202 corpos de vítimas do terramoto, dos quais já identificou 121. Os corpos resgatados são “provenientes dos departamentos de Chocó, Caldas, Risaralda e Valle del Cauca, relacionados com o terramoto ocorrido a 10 de agosto, dos quais se conseguiu identificar um total de 121 vítimas, entre as quais se encontram cinco menores”, indicou o IML num comunicado.

A informação da UNGRD acrescentou que o terramoto, o mais forte sofrido pelo país neste século, deixa um balanço parcial de 9.215 habitações destruídas, outras 45.457 danificadas e 140 edifícios desmoronados.

A ONU anunciou esta quarta-feira que está a preparar uma verba do Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF) para prestar assistência à Colômbia, admitindo que as necessidades no terreno serão “muito graves”, numa altura em que várias agências da organização já mobilizam recursos médicos e alimentares.

O porta-voz do Secretariado-Geral, Farhan Haq, afirmou, numa conferência de imprensa, que a ONU “está a preparar uma verba do CERF”, sobre a qual espera fornecer “detalhes nos próximos dias”, e indicou que será feito “um apelo” quando tiver mais informações sobre a magnitude dos danos, pois “as necessidades serão muito, muito graves”.

A par dos prédios de habitação, o sismo afetou também 188 hospitais ou centros de saúde, bem como 1.667 escolas ou estabelecimentos de ensino e 43 sistemas de abastecimento de água, tendo dois aeroportos sofrido danos graves.

O terramoto, de magnitude 7,4 segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC), ocorreu na segunda-feira às 7h34 hora local (13h34 em Lisboa) e teve o seu epicentro em San José del Palmar, no departamento do Chocó, tendo-se registado até ao momento mais de uma centena de réplicas que não ultrapassaram a magnitude de 4.

O Chefe de Estado colombiano decretou três dias de luto nacional pelas vítimas do terramoto.

As operações de busca e salvamento de centenas de pessoas presas sob os escombros prosseguem, principalmente nas cidades de Cali e Pereira, onde dezenas de edifícios colapsaram.

Partilhar

Comentários (0)

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião

Precisa fazer login para poder comentar. Entrar

Publicidade
728×90

Receba o melhor do ECO na sua caixa de entrada

15 newsletters sobre economia, mercados, IA, direito e muito mais.