O fundo soberano da Noruega alcançou uma rentabilidade dos seus investimentos de 9,4% no primeiro semestre do ano, com o valor dos ativos sob gestão a superar os dois biliões de euros no final de junho.
A primeira metade do ano gerou um retorno de quase 160 mil milhões de euros, um desempenho que foi sobretudo impulsionado pelos investimentos na bolsa, mais concretamente no setor das telecomunicações, tecnologia e energia, segundo anunciou esta quarta-feira.

Os investimentos em ações — que representam mais de 70% da carteira de ativos — tiveram uma rentabilidade de quase 13% nos seis primeiros meses do ano, enquanto as obrigações (com um peso de 25%) renderam apenas 0,88% e o imobiliário (inferior a 2%) pouco mais de 3%.
O fundo tem praticamente 1,5 biliões de euros investidos nos mercados acionistas, sobretudo na América do Norte (57%) e Europa (20,1%). No relatório de resultados explica que obteve um ganho de 13% à boleia dos “fortes retornos” das telecoms (42,9%) e tecnológicas (25,3%) e energéticas (17,1%), enquanto o consumo discricionário (-4,0%) apresentou os retornos mais fracos.
Da carteira de ações do Norges Bank destacam-se os investimentos na Nvidia, Apple, Alphabet, Microsoft, TSMC, Amazon, Broadcom, Samsung, ASML e SK hynix, empresas onde detém mais de 1%. O CEO do fundo avisou que o risco de concentração aumentou com o facto de as 10 maiores companhias a representarem 20% do valor do fundo.
Ler maisFundo soberano da Noruega poderá perder todo o seu valorO fundo tem ainda mais de 500 mil milhões de euros em títulos de dívida. As obrigações dos governos tiveram uma rentabilidade de 0,5% e das empresas na ordem 1,3%. No que toca a ativos imobiliários, tem investidos ‘apenas’ 33,1 mil milhões de euros e em energia renovável não cotada pouco mais de 10 mil milhões.
Em Portugal, estão investidos quase 2,5 mil milhões de euros, o que representa 0,1% da carteira. O fundo é um dos grandes investidores da bolsa nacional, onde tem mais de mil milhões de euros investidos, detendo mais de 2% da EDP e mais de 1% do BCP, Jerónimo Martins e REN, num total de oito empresas.
Os restantes 1,5 mil milhões de euros estão aplicados em dívida do governo e das empresas (Novobanco, Santander, BPI e EDP).
Criado em 1990, o GPFG é atualmente um dos maiores fundos de investimento do mundo. O fundo soberano da Noruega tem como missão “salvaguardar e construir riqueza financeira para as gerações futuras”, através da gestão das receitas excedentes provenientes da exploração de petróleo e gás natural do país por via do investimento em ações cotadas de empresas estrangeiras, obrigações, imóveis e infraestruturas não cotados em moeda estrangeira.






