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Fundo para a Mobilidade e Transportes com primeiros avisos

O Governo lançou os primeiros avisos de financiamento para as áreas de logística urbana, mobilidade escolar e descarbonização do setor do táxi, no âmbito do Fundo para a Mobilidade e Transportes.

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O Governo lançou os primeiros avisos de financiamento, num total de quase dois milhões de euros, para as áreas de logística urbana, mobilidade escolar e descarbonização do setor do táxi, no âmbito do Fundo para a Mobilidade e Transportes. Dos dois milhões de euros previstos, a logística urbana fica com a maior fatia, quase metade.

O apoio visa “promover soluções inovadoras para uma logística urbana mais eficiente, compatibilizando o tráfego de mercadorias e a sustentabilidade ambiental nas zonas urbanas, contribuindo para a transformação das cidades em cidades inteligentes”, elenca o Ministério das Infraestruturas e Habitação, em comunicado divulgado hoje.

No âmbito da mobilidade escolar, “com um valor inicial de 100 mil euros, mas que pode alcançar posteriormente os 500 mil euros”, o objetivo é “apoiar iniciativas que reduzam a presença de veículos motorizados no entorno das escolas”, detalha o ministério tutelado por Miguel Pinto Luz, sublinhando que “as ações devem promover as ruas como espaços amigos das crianças e jovens”.

Com 400 mil euros iniciais, mas uma dotação global prevista de 700 mil euros, será dada “continuidade ao esforço já iniciado de apoio à descarbonização do setor do táxi, promovendo a renovação das frotas através da aquisição de veículos 100% elétricos e da instalação de infraestruturas de carregamento”.

O objetivo — refere o ministério — é “incentivar a transição energética do setor, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa, melhorando a eficiência ambiental do serviço de transporte em táxi e incentivando a adoção de soluções de mobilidade mais sustentáveis”.

Com uma dotação global de 14,8 milhões de euros, o Fundo para a Mobilidade e Transportes, anunciado em janeiro, pretende promover uma mobilidade mais eficiente, sustentável, segura, digital e inclusiva.

Os primeiros avisos agora publicados — que o Governo previa lançar em maio/junho — são parte de um conjunto previsto de oito áreas, destinados a apoiar entidades públicas e privadas na concretização de projetos que contribuam para aquele objetivo.

Entre as oito áreas estão ainda a ferrovia no segmento de mercadorias (1,5 milhões de euros); o desenvolvimento de planos de mobilidade urbana sustentável (800 mil de euros, que acrescem aos três milhões de euros de 2025); a reconstrução e implantação de paragens de transporte público (3 milhões, com possibilidade de reforço de 1,2 milhões de euros); a uniformização e interoperabilidade da bilhética nacional (2,7 milhões de euros); e a normalização de dados de transporte público (400 mil euros).

O Fundo para a Mobilidade e Transportes sucede ao Fundo para o Serviço Público de Transportes, mantendo-se na esfera do Instituto de Mobilidade de Transportes.

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Comentários (2)

  • Fala Verdade

    As palavras dum Sábio: " TGV vs. Transporte Regional: A Escolha das PPPsA aposta no TGV (Alta Velocidade) segue o modelo das Parcerias Público-Privadas (PPPs), um setor historicamente marcado por escândalos de corrupção em Portugal (ex: processo das SCUT e ex-ministros constituídos arguidos):Lucro Garantido, Risco Público: Nas PPPs de transportes, o Estado assume os riscos de construção e manutenção (com custos de biliões), enquanto as empresas privadas garantem receitas de exploração ou rendas fixas. Críticos argumentam que este modelo serve para canalizar dinheiro público para grandes grupos económicos, enquanto o transporte regional (que não gera grandes lucros) é deixado ao abandono.Investimento Desequilibrado: Enquanto se preparam 6,5 mil milhões de euros para o TGV (com benefícios económicos questionáveis a curto prazo e sem lucro financeiro direto previsto), o investimento na renovação da frota regional e no apoio a carreiras deficitárias é residual, forçando cidadãos a viajar em autocarros velhos e sobrelotados. …"

  • Fala Verdade

    Só propaganda enganosa. A realidade é muito diferente, pequenas cidades como no distrito de Santarém nem dois autocarros têm para Lisboa, a rede expressos cortou uma série de carreiras e inaceitavelmente nem os tais autracas, nem os desgovernantes financiam esse serviço público essencial, até para pessoas que vão para os hospitais de Lisboa. Uma pouca vergonha, mas têm biliões para o inutil TGV  para essas propagandas tudo para fartar vilanagem, porque na realidade estão-se a lixar para as populações. Basta esse exemplo do distrito de Santarém, onde há 40m anos havia mais autocarros da Refe Expresso para Lisboa! Regrediu, o estado falhado evidencia-se

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