As exportações nacionais cresceram no primeiro trimestre, impulsionadas pelo setor automóvel e pelos bens alimentares transformados. Os dados do Instituto Nacional de Estatística confirmam a tendência de recuperação depois de dois trimestres de estagnação.
O crescimento foi de 4,2% em termos homólogos, acima da média da zona euro. Espanha, França e Alemanha continuam a absorver mais de metade do que sai de Portugal.

A leitura otimista pára no valor por unidade exportada. O indicador manteve-se praticamente inalterado, o que significa que se vende mais quantidade pelo mesmo preço — o problema estrutural que a AICEP identifica há uma década nos seus relatórios anuais.
Ler maisMercados reagem a novos dados do empregoOs serviços seguem trajetória diferente. As exportações de serviços empresariais e de tecnologias de informação cresceram acima dos dois dígitos e são hoje a rubrica que mais contribui para o saldo positivo da balança corrente.
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Exportar mais é fácil quando o mundo compra. Exportar melhor obriga a decidir o que se deixa de fazer, e isso ninguém quer assinar.”
Rui Amaral Dias
Diretor de estudos económicos da Confederação Industrial
Para o conjunto do ano, as previsões apontam para um crescimento entre 3% e 4%, com o risco de uma travagem no segundo semestre caso o mercado alemão volte a contrair.
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