As exportações portuguesas de bens aumentaram 1,7% no primeiro semestre, em termos homólogos, enquanto as importações cresceram 6,3%, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Uma evolução que reflete uma subida das compras ao exterior superior às vendas.
Os dados do organismo de estatística nacional vêm revelar mais detalhes face à estimativa preliminar publicada no final de julho e mostram que, isolando o mês de junho, verifica-se uma subida de 10% e de 19,6% das vendas e das compras de bens ao exterior, respetivamente.
No conjunto da primeira metade do ano, as exportações aumentaram 1,7%, em termos homólogos, uma desaceleração face aos 2% registados no mesmo período do ano passado. Contudo, este número está altamente influenciado pelas transações sem transferência de propriedade, isto é, transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, já que, quando descontadas, verificou-se uma subida de 6%, contra uma queda de 1,8% no período homólogo.
No primeiro semestre, as importações aumentaram 6,3%, face a igual período do ano anterior, um abrandamento face ao acréscimo de 7,1% registado em igual período do ano passado. Quando excluídas as transações sem transferência de propriedade, este crescimento foi ainda mais acentuado, atingindo 9%, que compara com os 4,4% registados no período homólogo.

Isolando o mês de junho, as exportações registaram uma variação homóloga nominal de 10%, uma aceleração face aos 5,4% verificados em maio. Quando excluídas as transações sem transferência de propriedade, o crescimento foi de 11%. Já quando descontados combustíveis e lubrificantes, registou um acréscimo de 6,6%.
Entre os principais países parceiros comerciais, destacaram-se os aumentos das vendas de bens portugueses para Espanha (+13,2%), “em grande medida refletindo a evolução das transações de fornecimentos industriais e combustíveis e lubrificantes”, mas também para a Alemanha (+6,2%), pelo aumento das exportações de máquinas e outros bens de capital.
Por outro lado, as importações avançaram 17%, contra os 4,7% registados em maio, refletindo o aumento de compras de bens a Espanha (+12,4%), principalmente material de transporte e acessórios, combustíveis e lubrificantes e fornecimentos industriais, bem como à Alemanha (+31,2%), principalmente material de transporte e acessório e aos Países Baixos (+67,4%), sobretudo fornecimentos industriais.
Nota ainda para o aumento de 112,6% nas importações do Brasil, essencialmente de combustíveis e lubrificantes, e a queda de 16,6% da Bélgica, país que, segundo o INE, foi o único entre os principais parceiros “a apresentar uma diminuição, em grande medida explicada pela evolução das importações de material de transporte e acessórios, nomeadamente nos automóveis de passageiro”.
Deste modo, o défice da balança comercial de bens atingiu 3.632 milhões de euros, agravando-se em 1.122 milhões de euros face a junho do ano anterior.
INE revê em baixa crescimento das exportações para 0,1% em 2025
As exportações portuguesas cresceram, afinal, apenas 0,1% em 2025. O INE reviu esta sexta-feira em baixa de 0,5 pontos percentuais (pp.) a taxa verificada no ano passado, devido à integração de nova informação.
Por outro lado, reviu em alta as importações, que subiram 4,5%, mais 0,4 pontos do que o estimado anteriormente. Neste sentido, o saldo comercial agravou-se em 4.757 milhões de euros.
(Notícia atualizada às 11h54)






