A CyberX foi selecionada para integrar um projeto europeu dedicado a reforçar a cibersegurança da plataforma de saúde digital IBIONS360, que combina telemedicina, inteligência artificial (IA) e conhecimento científico para apoiar protocolos médico-nutricionais personalizados para doentes oncológicos.
O projeto CYberSynchrony recebeu 195 mil euros de financiamento do programa Europa Digital da União Europeia e terá uma duração de oito meses. A startup de ethical hacking integra o consórcio com o Instituto Biomédico de Nutrição e Saúde (IBIONS), uma spin-off da Universidade de Valência especializada em intervenções onconutricionais.
“A saúde digital trabalha com alguns dos dados mais sensíveis que existem. Neste setor, a cibersegurança não pode surgir apenas como resposta a um incidente: tem de ser incorporada desde a conceção das plataformas e testada em condições próximas das ameaças reais. Este projeto permite-nos aplicar uma abordagem ofensiva e preventiva para encontrar vulnerabilidades antes que possam ser exploradas”, afirma David Silva, CEO da CyberX, citado no comunicado divulgado esta quarta-feira.
No âmbito da iniciativa, a empresa portuguesa vai realizar simulações de ciberataques e uma avaliação integral da segurança da IBIONS360, com o objetivo de identificar vulnerabilidades, testar a capacidade de resposta da plataforma e reforçar a proteção dos dados clínicos e nutricionais dos pacientes.
O projeto inclui ainda uma campanha simulada de phishing dirigida aos colaboradores do IBIONS. A iniciativa pretende avaliar o nível de preparação das equipas perante este tipo de ameaça, identificar comportamentos de risco e definir futuras ações de sensibilização e formação em cibersegurança.
A participação da CyberX surge numa altura em que o IBIONS prepara a expansão da atividade para hospitais europeus, aumentando a necessidade de garantir procedimentos de segurança e de partilha transfronteiriça de informação clínica. O primeiro exercício de simulação será realizado em colaboração com o Hospital Universitário Miguel Servet, em Saragoça, onde o instituto espanhol iniciou ensaios clínicos com doentes com cancro da próstata.






