A estreia dominou as bilheteiras do fim de semana, com 310 mil espectadores em Portugal nos primeiros três dias — o melhor arranque do ano no mercado nacional.
O filme abriu em simultâneo em mais de 60 mercados, segundo os números do Instituto do Cinema e do Audiovisual, num modelo de lançamento global que a distribuidora justifica com a necessidade de conter a pirataria.

A concentração é o dado incómodo: os três títulos mais vistos do ano representam quase metade da receita total das salas portuguesas, deixando o resto do catálogo a dividir a outra metade.
Ler maisDocumentário sobre ambiente gera debate nas salasPara os exibidores, este tipo de estreia funciona como âncora de tesouraria. O problema é que o calendário só tem quatro ou cinco fins de semana destes por ano.
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As salas sobrevivem com meia dúzia de filmes e enchem o resto do ano a perder dinheiro. Isso não é um modelo, é uma aposta anual.”
Rodrigo Sampaio Vilar
Exibidor e programador de salas
A segunda semana costuma ditar a longevidade destes lançamentos. A distribuidora mantém a projeção de ultrapassar o milhão de espectadores.
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