O endividamento do conjunto da economia — famílias, empresas (excluindo bancos) e administrações públicas — subiu para 282,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de junho, segundo o Banco de Portugal. Em termos absolutos atingiu os 894 mil milhões.
Trata-se de um agravamento mais de quatro pontos percentuais em relação ao final do ano passado, “refletindo um crescimento do endividamento superior ao do PIB”, tanto no setor público (de 120,9% para 124,5% do PIB) como no setor privado (157,6% para 158,2% do PIB).
Apesar do segundo trimestre consecutivo a subir, o rácio do endividamento em relação ao PIB ainda está longe do pico de 283% atingido em março de 2021, quando o país estava a sair da pandemia. O mesmo não se passada, porém, no que toca à evolução em termos absolutos.
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Em termos absolutos, o país registou um salto de quase 40 mil milhões de euros no seu endividamento durante o primeiro semestre.
Da dívida de 894 mil milhões que registava em junho, cerca de 500 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 393,6 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).
No que toca ao setor público, a subida de 22,6 mil milhões de euros nos seis primeiros meses do ano traduz o acréscimo do endividamento junto do exterior (15,3 mil milhões de euros), designadamente por via da dívida pública comprada por não residentes, explica o Banco de Portugal.
“Verificou-se também um aumento do endividamento do setor público perante as administrações públicas (4,1 mil milhões de euros), os particulares (1,8 mil milhões) e o setor financeiro (1,7 mil milhões)”.
Já o setor privado endividou-se em mais 17 mil milhões de euros, resultado do aumento do endividamento das famílias (8,2 mil milhões), sobretudo através do crédito à habitação, e das empresas (8,8 mil milhões).
(notícia em atualizada às 12h13)






