
A EDP Renováveis
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lucrou 184 milhões de euros na primeira metade deste ano, praticamente o dobro do registado em igual período de 2025, divulgou a empresa esta quarta-feira, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A companhia justifica esta forte melhoria com o “desempenho operacional” e os “maiores ganhos de transações de rotação de ativos mitigados por aumento de amortizações”.
No ano primeiro semestre do ano passado, o resultado líquido da subsidiária de energias limpas do grupo EDP tinha tombado 56% para os 93 milhões de euros, quebra justificada na altura pela empresa com o efeito negativo de itens one-off nos Estados Unidos e menores ganhos com a rotação de ativos. A primeira metade de 2026 representou, assim, uma significativa melhoria dos lucros da empresa, que viu o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subir 11%, para 1.057 milhões de euros.

“Os Estados Unidos continuam a ter um grande crescimento [no segmento] de renováveis”, reagiu o CEO, Miguel Stilwell, indicando que este território contribui com 62% do EBITDA. O gestor indica também que 70% do objetivo de crescimento da empresa até 2028 já está garantido. A EDP Renováveis conta com 20,5 GW (gigawatts) de capacidade instalada, que se dividem entre projetos já em construção, no horizonte de 2026, e outros projetos fechados para 2027 e 2028. A esmagadora maioria dessa capacidade (64%) corresponde a geração eólica onshore.
Em paralelo, Stilwell atribui também este resultado à redução de custos através de ganhos de eficiência, conseguidos tanto com otimizações na operação como também “alavancando os temas da inteligência artificial”.
Os Estados Unidos continuam a ter um grande crescimento [no segmento] de renováveis.
Apesar da melhoria do lucro e do EBITDA, a EDP Renováveis sofreu uma ligeira queda de 1% das receitas totais do semestre, que se cifraram em 1.408 milhões de euros no período. No comunicado, a empresa do grupo EDP admite que “as vendas de eletricidade diminuíram 2% em termos homólogos, para 1.145 milhões de euros”, e que o preço médio de venda também recuou, na casa dos 6%, para 51,8 euros por MWh (megawatt-hora). Esse recuo é explicado pelos “preços mais baixos na Europa”, sobretudo na região ibérica, e por efeitos cambiais. O encarecimento da energia na América do Norte e no Brasil ajudou a compensar parcialmente essa tendência deste lado do Atlântico.
Adicionalmente, até junho, a EDP Renováveis conseguiu gerar 4% mais eletricidade, quase 22,1 TWh (terawatts-hora) no total, “com recursos renováveis 2% abaixo da média de longo prazo” no primeiro semestre, ressalva.
Nesse período, a EDP Renováveis foi também capaz de descer os custos operacionais em cerca de 2%, para 377 milhões de euros, e o investimento (capex) desceu 36%, para 715 milhões (no primeiro semestre de 2025, a empresa tinha investido 1.119 milhões de euros). Já a dívida líquida aumentou 7% face ao fecho do ano passado, alcançando 8.682 milhões de euros.
(Notícia atualizada pela última vez às 7h50)






