Manel Marco e Teresa Andrade administradores executivos da Defined.ai, com o pelouro operacional e financeiro, estão de saída da scaleup que atua na área de venda de dados para treino de modelos de inteligência artificial, apurou o ECO. A empresa confirma a saída mas afasta uma relação com o atual processo de reestruturação que passa pela redução de 30% do pessoal.
“Confirmamos que a Teresa Andrade e o Manel Marco estão de saída da Defined.ai, num processo que já estava planeado antes da atual reestruturação, a pedido dos próprios e por motivos pessoais não relacionados”, adianta fonte oficial da companhia quando contactada pelo ECO.
Os novos responsáveis “serão anunciados publicamente em momento oportuno”, diz ainda quando questionado sobre eventuais novos responsáveis.
Com o cargo de chief operating officer, Manel Marco estava com a empresa desde junho de 2023. Já a até aqui chief financial officer (CFO), Teresa Andrade, estava com a tecnológica há cerca de sete anos, onde começou como accounting manager, tendo assumido em abril o cargo de CFO, de acordo com a informação contida no LinkedIn dos dois profissionais.
“A Defined.ai agradece a ambos a dedicação, o profissionalismo e o importante contributo que deram à empresa ao longo dos últimos anos, desejando-lhes o maior sucesso nos seus futuros projetos profissionais e pessoais”, refere a mesma fonte oficial da companhia.
Reestruturação em curso
As mudanças na liderança de todo da empresa surgem numa altura em que a Defined.ai tem em curso uma reestruturação que passa pela redução de 30% do número de trabalhadores, processo transversal aos vários mercados onde está presente, mas afetando sobretudo Portugal, país onde está localizado o centro de I&D, tal como avançou o ECO em primeira mão. O número exato de trabalhadores afetados pela reorganização não foi referido, mas em janeiro a empresa empregava cerca de 120 pessoas.
Fontes ouvidas pelo ECO referem que na origem da reestruturação estaria uma quebra acentuada nas vendas, mas a empresa justifica com a necessidade de adaptar a estrutura à transformação a decorrer no setor tecnológico.
Ler maisEstado português sem capital direto na Gigafábrica de IA“Esta decisão enquadra-se numa transformação mais ampla do setor tecnológico, marcada pela rápida evolução do mercado de IA, pelas novas necessidades dos clientes e por mudanças significativas nos modelos operacionais das empresas. À semelhança do que se tem verificado de forma transversal no setor, as empresas estão a adaptar as suas estruturas a uma nova realidade, caracterizada por uma maior disciplina operacional e ganhos de eficiência proporcionados pela adoção crescente de ferramentas de IA”, referiu fonte oficial.
O novo foco é os EUA. “Neste contexto, a Defined.ai está a realinhar a sua organização com as atuais exigências do mercado e a reforçar progressivamente a sua presença nos Estados Unidos, onde se concentra a maioria dos seus clientes”, adianta a mesmo fonte.
Sendo o novo foco os EUA, onde estão os clientes, a Defined.ai mantém-se ligada ao consórcio português — a ser promovido pelo Banco Português de Fomento — à gigafábrica de IA, que Portugal quer atrair para o país?
“Nada se alterou”, garante fonte oficial da Defined.ai.






