A confiança dos investidores na Zona Euro regressou a terreno positivo em agosto, ao subir para 0,9 pontos, acima dos -0,5 pontos antecipados pelos analistas consultados pela Reuters e muito acima dos -3,1 pontos registados em julho.
Segundo o inquérito mensal da Sentix, divulgado esta segunda-feira, este é o quarto mês consecutivo de melhoria e o primeiro valor positivo desde fevereiro, um mês antes de o indicador mergulhar em terreno negativo com o eclodir do conflito no Médio Oriente.
Ler maisServiços e indústria ajudam retoma da economia da Zona EuroA recuperação foi impulsionada sobretudo por uma melhoria acentuada na avaliação que os investidores fazem das condições económicas atuais, com o subíndice de situação corrente a subir de -14,8 para -8,0 pontos.
As expectativas para os próximos meses também melhoraram, ainda que de forma mais ligeira, avançando de 9,3 para 10,3 pontos. Com este resultado, o índice atinge o nível mais alto desde fevereiro, antes de a guerra ter abalado a confiança dos mercados europeus.
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Na leitura da Sentix, o choque de confiança provocado pelo conflito no Irão parece estar a ser progressivamente absorvido pelos mercados, ainda que persistam fatores de pressão sobre as perspetivas económicas, nomeadamente os custos elevados da energia e a fraqueza nas carteiras de encomendas das empresas europeias.
A Alemanha, maior economia da Zona Euro, acompanhou esta tendência de recuperação, com o índice Sentix para o país a subir de -19,4 para -11,9 pontos, o terceiro aumento mensal consecutivo e o valor mais elevado desde fevereiro.
A instituição sublinha que “está no horizonte uma nova estabilização económica” para a Alemanha, citando dados económicos mais robustos e um crescimento de 0,2% no segundo trimestre, suficiente para o país evitar uma nova recessão técnica.
O inquérito da Sentix, realizado entre os dias 6 e 8 de agosto, ouviu 1.097 investidores, dos quais 213 institucionais, e continua a ser um dos primeiros termómetros mensais do sentimento dos mercados europeus, antecipando frequentemente tendências que só mais tarde se refletem noutros indicadores de confiança e atividade económica.






