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Classe média absorveu maioria dos apoios do E-Lar

Classe média recebeu 42,2 milhões dos 66 milhões de euros distribuídos pelo programa E-Lar. As famílias mais vulneráveis ficaram com 23,7 milhões, apesar do apoio visar combater a pobreza energética.

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Dos 66 milhões de euros distribuídos pelo Governo através do programa E-Lar, 42,2 milhões foram atribuídos à classe média e 23,7 milhões às famílias mais vulneráveis, avança o Jornal de Notícias. Os beneficiários da tarifa social de energia receberam apenas cerca de um terço das verbas, apesar de o programa visar o combate à pobreza energética. No total, foram atribuídos 52.940 vouchers, com um valor máximo de 738 euros.

De acordo com dados do Ministério do Ambiente e Energia, o programa recebeu 83.819 candidaturas nas duas fases. Inicialmente, a verba estava dividida em partes iguais entre beneficiários da tarifa social de energia e restantes candidatos, mas a reduzida adesão das famílias mais vulneráveis levou à reafetação de verbas para a classe média. Dos vouchers atribuídos, 16.203 foram destinados a beneficiários da tarifa social de energia e 36.737 aos restantes candidatos.

O programa registou ainda 39.590 processos rejeitados. Segundo o Ministério, quase 20 mil corresponderam apenas a intenções de candidatura que nunca chegaram a ser submetidas, enquanto 7.473 foram recusados por situações fiscais ou contributivas irregulares ou por problemas relacionados com o Código de Ponto de Entrega. O E-Lar apoiava ainda despesas com a instalação dos novos equipamentos e a remoção dos antigos, prevendo comparticipações entre 50 e 738 euros, consoante o tipo de beneficiário e do equipamento adquirido.

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