O Presidente da República, António José Seguro, quer que a auditoria à Polícia Judiciária (PJ) anunciada esta quinta-feira pelo Ministério da Justiça, assim como as investigações criminais em curso, “produzam resultados o mais rapidamente possível para que possamos ter conhecimento dessas mesmas conclusões”.
Ler maisAmigo de Neves também fez obra para diretor financeiro da PJ“Reafirmo a necessidade de todos termos responsabilidades, quer individuais, quer como titulares de órgãos de soberania, de preservarmos e de defendermos as instituições da democracia e do estado de direito democrático“, afirmou, em declarações aos jornalistas, acrescentado ser “muito importante que cada um, no âmbito das suas competências constitucionais, atue de acordo” nesse sentido.
As declarações ocorrem depois de o Ministério da Justiça ter pedido uma “avaliação interna” e uma auditoria à PJ, resultado da polémica que envolve o atual ministro da Administração Interna e ex-diretor da instituição, Luís Neves. O titular da pasta, em declarações à RTP, sublinhou que a ministra da Justiça “ordenou e ordenou bem” a auditoria. “Já disse que estou absolutamente tranquilo e ainda bem que todas essas auditorias, investigações, averiguações e audições se façam, para que no final a verdade de tudo venha ao de cima“, afirmou.
Ler maisLuís Neves vai a julgamento pelo Tribunal de ContasO responsável anunciou ainda que vai contestar a decisão do Ministério Público junto do Tribunal de Contas, que pede uma sanção mínima por alegadas irregularidades financeiras nas contas da PJ. Em causa estão viagens feitas durante o seu mandato enquanto diretor nacional da PJ que não têm faturas.
A 17 de julho, a PJ anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna Luís Neves.
Ler maisMinistério da Justiça pede auditoria à Polícia JudiciáriaNo mesmo dia, a Procuradoria-geral da República confirmou “a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado Operação Pacoba”.
A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.
(atualizado às 19h12)






