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CaixaBank e outros bancos espanhóis contratam KPMG para criar plano anti-Mythos

A CECA recorreu a um das Big Four para criar um plano de cibersegurança, após o BCE ter alertado as instituições bancárias para os desafios associados à tecnologia da norte-americana Anthropic.

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As instituições de crédito e os bancos que nasceram de fundações em Espanha uniram-se para criar um ‘escudo de proteção’ contra o novo modelo de inteligência artificial (IA) criado pela tecnológica norte-americana Anthropic, o Mythos. A CECA — antiga Confederação Espanhola de Caixas Económicas, que reúne CaixaBank, Unicaja, Ibercaja, entre outros — contratou a consultora KPMG para detetar vulnerabilidades e evitar riscos cibernéticos nestas empresas, noticia o El Confidencial.

A associação CECA recorreu a um das Big Four para obter um aliança conjunta de cibersegurança, pouco tempo após o Banco Central Europeu ter alertado as instituições bancárias e pedido mesmo uma iniciativa concreta, até ao próximo dia 31 de outubro, no sentido de se protegerem de novas ciberameaças, principalmente devido ao Mythos.

A CECA acredita nas potencialidades do modelo de IA para a cibersegurança, mas também está preocupada com o risco de caírem em mãos erradas e gerarem mais problemas do que soluções. Assim, tanto a associação com as suas organizações-membro contarão com assessores externos para identificar potenciais vulnerabilidades online.

O objetivo é desenvolver um projeto de análise de cibersegurança e avaliar os potenciais riscos cibernéticos para prevenir ameaças e implementar medidas para fortalecer os sistemas antes que os ataques informáticos ocorram. Como avançou o Cinco Días, em meados de julho, os bancos formados a partir de antigas caixas económicas decidiram unir esforços em torno de um plano de ação para se protegerem contra a tecnologia moderna da Anthropic.

O modelo de IA Claude Mythos é uma tecnologia que deteta falhas de segurança nas empresas e, recentemente, foi alargada a mais de 15 países e aproximadamente 150 organizações em todo o mundo, através do “Projeto Glasswing”, do qual fazem parte nomes como Apple, Amazon Web Services , Google, Nvidia ou Microsoft. A iniciativa centrada na busca e resolução de vulnerabilidades digitais dos negócios entrará no Canadá, Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha, Itália, Suíça, Países Baixos, Espanha, Bélgica, Suécia, Índia, Japão ou Coreia do Sul.

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